Textos semi-verídicos sobre temas quase desinteressantes [e raramente revisados - sorry!].
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Cérebro masculino
Cacau, sua amiga, Dri Galisteu, está na capa de Nova, viu. Ela disse que desencalhar ou não desencalhar já não é mais a questão (minha irmã, quando souber, vai ficar inconsolável)! Ohhh!
Nós comandamos empresas; eles pilotam o fogão com talento. Puxamos ferro na academia; eles usam hidratante. Segundo cientistas, a mente feminina é 99% igual à masculina! Mas esse 1% restante, responsável pelas diferenças entre o nosso jeito de ser e o deles, é o que mais nos interessa. Afinal, pode ser fonte tanto de alegrias como de mal-entendidos que ajudam nos desencontros. “Homens e mulheres têm atitudes opostas ao se comunicar e expressar carinho”, confirma a psiquiatra e neurocientista Mona Lisa Schulz. E é preciso saber como funciona o cérebro masculino, em comparação ao nosso, para entender por que dizem que eles são de Marte e nós, de Vênus.
O corpo dele fala
Meu empenho é tamanho que não hesitei nem em me adentrar no mundo cama-mesa-cama de Nova Cosmopolitan (argh!)para restaurar a fé dessa alma desgarrada no sexo oposto.
Vamos lá, vamos lá, que, como dizia o outro, o tempo ruge e a Sapucaí é grande!
* by Cissa Guimarães
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Texto: Luana Leme
Você sabe que há alguma coisa errada com ele, mas não faz idéia do que seja. É desesperador. "Como são encorajados a parecer durões, aprendem a guardar as emoções para si mesmos", diz o psicólogo Alon Gratch em A Essência do Amor(Campus). Felizmente, há um jeito de descobrir o que está consumindo seu homem: lendo as mensagens silenciosas que o corpo dele passa. "Quando um sujeito reprime um sentimento, a tendência é ele se revelar no rosto, nas mãos, nos pés e até na temperatura do corpo", explica o especialista em relacionamentos Kevin Hogan em A Psicologia da Persuasão (Record). Aqui estão algumas pistas para decifrar as mais íntimas emoções do seu amado e sugestões de como lidar com elas.
Atitude suspeita 1 Ele tem uma confissão a fazer
As pistas Ele se inclina para a frente, ombros caídos, olhando para um ponto qualquer acima da sua cabeça. "Notei essa atitude muitas vezes quando um suspeito estava a ponto de fazer uma confissão importante", garante Stan Walters, psicólogo que trabalha para a polícia americana. "Ao se inclinar para a frente e olhar para cima como se rezasse, ele assume uma postura submissa de quem pede perdão." Mas não imagine logo que vem chumbo grosso. Ele pode estar apenas pensando em lhe fazer um pedido.
Estratégia para lidar com ele Num tom despreocupado, fale algo no gênero "Parece que você tem uma coisa para me dizer". E cale a boca. Na tentativa de arrancar informações de um homem, as mulheres costumam fazer perguntas e/ou tentar adivinhar o assunto, o que é um erro, pois tira dele a chance de se abrir. Se a grande revelação é que precisa viajar bem no dia do seu aniversário, provavelmente não fará rodeios. Mas, quanto mais demorar para contar, maior a possibilidade de você se aborrecer com a novidade. Portanto, prepare-se e tente não entrar em pânico. Assim será mais fácil lidar com o problema.
Atitude suspeita 2 Ele está inseguro
As pistas Coloca as mãos embaixo das pernas, como se estivesse sentado sobre elas. "As pessoas costumam gesticular quando se expressam sem reservas", lembra Hogan. "Portanto, se um sujeito faz o oposto, prendendo as mãos, é sinal de que está tentando se controlar para não falar o que não deve." É uma atitude infantil que adotamos sem perceber, como explica Jo-Ellan Dimitrius, que atuou como consultora em mais de 600 julgamentos. Mãos nos bolsos, embaixo da mesa ou debaixo dos braços cruzados podem indicar o mesmo tipo de insegurança ou preocupação em desagradá-la.
Estratégia para lidar com ele Cubra o rapaz de elogios. Outra sacada é usar a sua linguagem corporal. Tipo: adote uma postura aberta, sentando-se com o braço esticado no encosto da poltrona. Ao captar a mensagem de que você está relaxada, ele se sentirá mais confiante.
Atitude suspeita 3 Ele está uma fera
As pistas Punhos e maxilar cerrados, olhar distante. Como a raiva é difícil de esconder, seu homem evitará contato visual - sabe que, se seus olhares se cruzarem, você perceberá que está fervendo de ódio. Punho fechado e maxilar rígido também são indícios inconscientes de um humor de cão.
Estratégia para lidar com ele A maioria dos homens tem verdadeira fobia de um confronto com as mulheres - preferem engolir a raiva a brigar ou mesmo falar. Ficar cheia de dedos diante da irritação dele só servirá para confirmar que é melhor mesmo não abrir a boca. Para saber se a coisa é com você ou não, olhe nos olhos dele. Se desviar a vista, pode apostar que é o objeto da ira. Nesse caso, seja direta: "Já percebi que está zangado; então, por que não diz logo qual é o problema?" Isso mostra que se importa com ele e com a relação o suficiente para encarar qualquer dificuldade. Já se estiver furioso com outra pessoa, diga que vai se sentir muito melhor se botar a raiva para fora e lembre a última vez que você explodiu.
Atitude suspeita 4 Ele está estressadíssimo
As pistas Não pára de mexer no cabelo ou passar as mãos na cabeça. "Brincar com o cabelo alivia a tensão", explica Walters. "Ele está tentando manter o controle, mas precisa descarregar o nervosismo; por isso, leva as mãos à cabeça." Ficar mexendo na roupa (rodando um botão da camisa ou o relógio, por exemplo), dobrando e desdobrando um guardanapo, arrancando o rótulo da garrafa de cerveja, tudo isso sugere a mesma coisa: está uma pilha de nervos. E, quanto mais estressado, mais freqüentes serão os "sintomas". Também pode balançar as pernas ou tamborilar com os dedos na mesa.
Estratégia para lidar com ele Tente trazê-lo de volta à vida real. "Ficar obcecado por um problema impede que veja a situação com clareza", alerta a dra. Susan Campbell em Getting Real (Caindo na real). Sugere darem um passeio a pé ou de bicicleta, ou mesmo irem ao cinema. O importante é afastá-lo de seja o que for que o deixa ansioso. Quando relaxar, é bem provável que converse com você sobre o assunto.
Atitude suspeita 5 Ele está mentindo
As pistas Cobre a boca com a mão, coça o nariz e as orelhas. Se seu homem faz isso, abra o olho. "Quando um sujeito está enganando você, é comum o sangue fluir para o rosto", explica Hogan. "Nariz e orelhas ficam quentes e começam a coçar." E, se esconde os lábios, é sinal de que está tentando omitir a verdade. Outros indícios: a voz fica mais aguda ou grave e ele tropeça nas palavras. Pode ainda ficar com a boca seca e passar a língua nos lábios a toda hora, além de desviar o olhar para os lados e para baixo.
Estratégia para lidar com ele Como saber se é uma mentirinha à toa ou uma das grandes? Geralmente, gestos sutis, como um rápido puxar de orelha, significam que não há grande motivo para preocupação. Mas aquele tipo de mentira que os homens contam e que têm a ver com o relacionamento provocam mais desconforto, coceira e rubor. A melhor política nesse caso é não fazer acusações. Diga calmamente: "Pode ser honesto comigo". Mesmo que não seja verdade, é importante que ele entenda que não está magoada nem zangada. Se ainda assim o mentiroso não falar, fique alerta para outras pistas porque alguma coisa ele está escondendo.
Atitude suspeita 6 Ele está cansado de você
As pistas Não pára de olhar para os lados e evita contato físico. "Se ele olha em todas as direções, menos na sua, é porque está com o pensamento em outro lugar, provavelmente em outra mulher", explica Hogan. Sentar-se afastado, com a cabeça e o tronco inclinados para trás, também é um indício de que gostaria de estar longe. Assim como só responder às suas perguntas com um mínimo de palavras e não fazer o menor esforço para puxar ou manter uma conversa.
Estratégia para lidar com ele Percebendo que não está nem aí para o que você diz, pare de falar; dê a ele 30 ou 40 segundos para se tocar. Ou desvie a atenção para outra coisa e ignore-o. Provavelmente, estranhará sua atitude e dirá alguma coisa. Se não disser, considere a possibilidade de que essa relação não irá a lugar nenhum - esse homem não está dando tudo que você merece. Mas, como a linguagem do corpo não é uma ciência exata, melhor procurar outros indícios de desinteresse antes de mandá-lo passear.
"A maioria das pessoas pisca de oito a 12 vezes por minuto, mas quando está mentindo pisca duas vezes mais."Kevin Hhogan, em A Psicologia da Persuasão" 55% das informações que você consegue sobre seu homem vêm de contato visual e linguagem corporal; 38% do tom da voz dele. Apenas 7% do que ele diz." Dr. Albert Mehrabian, em Silent Messages (Mensagens Silenciosas)
Lendo lábios
Sinais gritantes de que ele está enganando você.
1. Se ele diz "Com certeza", "Sinceramente", "Para falar a verdade"... está apenas usando clichês para dar credibilidade a uma mentira deslavada.2. Se responde a uma pergunta sua com outra pergunta, está tentando ganhar tempo para encontrar uma boa desculpa.3. Se exagera ao negar alguma coisa - "Eu? De jeito nenhum! Nunca! Mas nem pensar, juro!" -, provavelmente está mentindo. Se fosse verdade, teria confiança e consciência tranqüila para negar só uma vez. Fonte: Dr. Stan Walters
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Mais um
Mas estou superdecepcionada com a Companheira. Cadê você, que ainda não foi beijar a mão do mais novo Dom Corleone do jornalismo on-line?! Camarada, ai, ai, ai!... Vamos tratar de cuidar da invasão desse latifúndio, aê!...
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Ilhas desconhecidas
QUANDO ERA criança, um senhor canadense, Mr. Evans, foi contratado por meus pais para "treinar" meu inglês. O método de Mr. Evans consistia em narrar grandes eventos da História (com H maiúsculo) como se ele tivesse sido uma testemunha ocular. Conseqüência: há detalhes íntimos de várias cenas famosas que não sei mais se são fatos ou fantasias de Mr. Evans.
Uma fonte de inspiração de Mr. Evans era a expedição de Lewis e Clark, que, entre 1804 e 1806, abriu o caminho do Oeste americano. Segundo Mr. Evans, em 7 de abril de 1805, deixando Fort Mandan para se aventurar no território desconhecido das grandes planícies, Lewis, pensativo, teria dito a George Gibson (o melhor atirador da expedição): "New land, George" (uma nova terra, George).
Nunca pude confirmar a veracidade da dita conversa. Mas essa frase, aparentemente trivial, foi incorporada no meu léxico familiar. A cada vez que, numa viagem de férias, saíamos do país, meu irmão e eu não parávamos de repetir: "New land, George". Ainda hoje, quando chego num lugar desconhecido, penso em Lewis e Gibson.
Mais tarde, meu irmão e eu passamos a usar a mesma expressão quando - numa festa, por exemplo - avistávamos mulheres que despertavam nosso interesse. Um dos dois, invariavelmente, levantava a mão espalmada, como se quisesse proteger os olhos do sol, e dizia: "New land, George".
Na literatura, não é raro que um corpo amado e desejado seja comparado à paisagem de terras incógnitas. John Donne, num de seus mais lindos poemas (do século 17), chamou sua amada de "minha América, minha terra recém-descoberta". De fato, há mesmo uma relação entre o amor e a verdadeira viagem. Vamos ver qual.
De vez em quando, tenho vontade de viajar. O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens.
Encontrei a melhor definição do que é viajar numa maravilhosa e breve fábula de José Saramago, que acaba de ser publicada, "O Conto da Ilha Desconhecida" (Companhia das Letras). O protagonista explica assim seu desejo: "Quero encontrar a ilha desconhecida. Quero saber quem eu sou quando nela estiver". Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então. Sem estragar o prazer dos leitores, só direi que, no fim da fábula de Saramago, talvez o protagonista não encontre sua ilha, mas ele encontra uma mulher. A moral da história é incerta, entre duas leituras opostas.
Primeira leitura: quem casa não viaja (a não ser de férias); casar-se é desistir de viajar. É o que pensam, com freqüência, homens e mulheres casados. E é também o que os leva, às vezes, a se separarem. Quando achamos que o outro nos impede de viajar, ou seja, que ele nos priva da aventura de descobrir o que poderia haver de diferente em nós, o casal se torna nosso inimigo. Claro, na maioria dos casos, acusamos o casal de uma inércia que é só nossa.
Exemplo: anos atrás, na França, um amigo se interessava pelas pessoas que desaparecem sem razão aparente e refazem sua vida alhures, sob outro nome, como se tivessem sido vítimas de uma amnésia repentina. Em todos os casos em que meu amigo conseguira entrevistar esses "desaparecidos", os mesmos constatavam que, depois de seu sumiço, em poucos anos, eles tinham reconstruído uma situação de vida parecida com aquela que tinha motivado sua fuga.
Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes.
O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós. Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem.
Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
ABC...
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Vertigo
Essa dupla me emociona, o amor fraterno ali é grande, e certamente teriam um lugar garantido caso eu resolvesse organizar um TOP 10. Gosto mais do que de O gordo e o magro, Mutley e Dick Vigarista!
Claro, não tenho condições de ler tudo que os meus amigos produzem, mas, quando dá, passo o olho, dou uma conferida. Meu lado "mãe de miss" aparece com vocês (risos).
Eliano, sinceramente, do que eu já li, esse foi o seu melhor texto. Seu relato da tragédia superou até a morte de Fernanda em "Mulheres Apaixonadas"! (Ok, isso foi uma piada, mas o elogio foi sério) Amigos, quando encontrarmos com Claudinho no Natal, aproveitem também para se despedirem do ex-filho da Pituba que, em breve, será mais um da Bahia a ser tragado pelo "portal magnético" do Aeroporto 2 de Julho (droga, perdi minha carona!...). MC Claudinho, o Habib´s de Sampa também serve suco de morango?! (risos)
(Companheira, não fique enciumada! Você certamente será a próxima e sabe disso - ou tá pensando que não saquei que a compra do automóvel foi com o intuito de barbarizar nas curvas da estrada de Santos?! Vruuuuuuum!...)
Sobre o Bahia e a Fonte Nova, prefiro nem fazer um comentário sério; não quero andar uma casa a frente no tabuleiro do Jogo do AVC. Há muito que divulgo a minha teoria de que existe um complô do Brasil para exterminar o brasileiro, mas ninguém me leva a sério...
O Bahia é um time hitchcockiano, e nos últimos anos, anda numa fase "Um corpo que cai". A gravidade anda tão forte por aquelas bandas, que, quando o time sobe, a arquibancada vai abaixo.
Eu sinto triplamente pelos mortos na tragédia: sinto pela morte em si; sinto pela negligência; e sinto por eles terem sido vítimas do amor ao Bahia (até a campanha "Salvem os patos" tem mais utilidade!...). Isso vale por uma ficha policial movimentada. Se fosse meu parente, ocultaria o motivo do óbito.
Mas poderia ser pior (sempre pode!). Houve uma vez, há uns dois anos atrás, em que uma menina morreu durante um show. Até aí, nada de novo. Agora sinta o que é uma morte baixo-astral: a garota morreu com 14 aninhos, afogada com a água das 3 garrafas que havia bebido, movida pela ansiedade pré-show. Não entendeu? Explico: ela desmaiou de emoção quando o grupo subiu ao palco, a água desceu toda para os pulmões e ela morreu afogada. Achou ridículo?! Tem mais... Sabe qual era o show? DO KLB!!! Ninguém merece um treco desses! Eu, se fosse a mãe, me sentiria devastada por ter criado uma filha pra morrer pelo KLB (isso se não chegasse ao ponto de esbofetear o cadáver em pleno velório! Aff!... Eu me ofendo com essas coisas...).
PS: Agora entendi Fante, com o seu "Pergunte ao pó". O pó está para o Universo assim como as obviedades estão para o pensamento. É incrível como, no êxito ou na tragédia, tudo o que nos resta são as obviedades. Bobô diz "Estava tudo tão bonito". So what?
Mas alguns seres humanos conseguem fugir da raia da bobagem.
Tenho antipatia por Fernanda Venturini desde que a vi na Contigo!, sentada no colo de Maurício, na boate Limelight, quando reataram o namoro em 94, mas é dela, na minha opinião, uma das melhores frases de derrotado. Um repórter tentou consolá-la lembrando que o segundo lugar (Mundial de 94) era um ótimo resultado. Segurando as lágrimas (de raiva, pois havia acabado de perder o ouro pras cubanas, jogando em casa!), ela disparou o seguinte, em resposta: "Você, por acaso, já viu rua batizada com o nome de vice-campeão?". Depois seguiu que nem uma bala em direção ao ônibus, pra ser consolada por... Maurício! (grrr!...) Como diria Lion Wolf, "Escorpiana, né, meu bem!..." (risos)
A doçura que faz falta no relacionamento
À Ingrid e a Davi, pessoas doces por natureza e, principalmente, por determinação.
por Paula Taitelbaum
Eu, você, sua melhor amiga, sua prima, todas nós - e os homens também - temos um quê de abelha. Sabemos fabricar mel e, ao mesmo tempo, conservamos nossos ferrões escondidos. Faz parte da natureza, diria. Só que, às vezes, até por instinto de sobrevivência, alguns exageram nas ferroadas e esquecem de produzir o doce que alimenta os relacionamentos. Há doçura na vontade de ir correndo pra casa depois do trabalho só pra dar um beijo naquele que nos espera. Ou no interesse em perguntar como foi o dia dele e querer mesmo saber a resposta. Lembra daquelas palavrinhas mágicas que tanto tentamos ensinar aos nossos filhos? Pois eu acredito que há doçura quando sabemos dizer "com licença", "por favor" e "me desculpe". Sem exageros, é claro, pois tudo o que é melado enjoa. O excesso de cuidados e atenções sufoca, abafa, afasta, engasga. É aquela velha história de ficar repetindo "eu te amo" sem parar. Lá pelas tantas, banaliza e perde a graça. Sem contar que ninguém é tão carente a ponto de precisar escutar isso a cada dois segundos. Precisamos, sim, de quem nos compreenda, nos surpreenda, nos estimule em todos os sentidos. E precisamos devolver na mesma moeda. Doçura é uma via de mão dupla. A gente dá e a gente quer receber. Se não for assim, bem, aí as abelhas podem picar.
Algumas situações falam por si, não mentem. Por exemplo, a televisão sempre ligada, interagindo mais do que o casal. Ou um dormindo sozinho no quarto, enquanto o outro não sai da frente do computador. Quando imagens como essas se tornam corriqueiras, a relação já mergulhou na acidez. A gente percebe os sinais. Sentimos que falta tempo, vontade e dedicação, mas, muitas vezes, não chegamos a acreditar que o relacionamento esteja correndo perigo. Ficamos acostumadas com a falta de doçura, e a frieza instala-se no ambiente como se fosse um móvel de canto. Se você assistiu ao filme Beleza Americana, lembra da personagem interpretada por Annette Bening, um caso típico de como a amargura pode chegar ao casamento. A atriz vive uma mulher de relativo sucesso profissional que critica o marido em tudo, que o vê como um fracassado, que renega um carinho porque a cerveja pode cair no sofá. É a caricatura de muitas relações em que o ter está acima do ser, a famosa crise de valores que faz com que muitos casamentos mais pareçam uma sociedade com fins lucrativos. A parceria, o amor e o carinho, tudo isso fica nas cláusulas miúdas do contrato. E a doçura... Bem, essa coitada já nem faz parte da história.
A luta por conquistas materiais influencia, e muito, nosso nível de doçura. Há poucas gerações, as pessoas decidiam ficar juntas com expectativas diferentes das nossas. Vejo meus pais, por exemplo. O que eles mais queriam no início da vida de casados era uma casa própria e um automóvel econômico. O resto, se viesse, era lucro. Não que eu quisesse trocar de lugar com a minha mãe ou a minha vó. Não consigo me imaginar casando virgem ou sem ter um trabalho que eu ame. A questão é que, naquela época, havia mais paciência para se constituir um patrimônio. Hoje, nossa meta é muito mais do que um teto. Almejamos um apartamento de cobertura com vista para o mar. Não basta ter um carro que ande - precisamos daquele modelo com design arrojado, air bag duplo e motor 2.0. E tem ainda o aparelho celular último tipo, o computador que praticamente pensa sozinho, o DVD ultracompleto, a roupa de grife e a viagem à Europa nas férias de verão. Tudo para ontem, pois a vida é breve e ninguém tem tempo a perder. Sinto muito dizer, quem não herdar uma megafortuna terá que trabalhar pelo menos 20 horas por dia para conquistar tudo isso. Então, como arranjar tempo para preparar um jantar à luz de velas ou curtir um banho a dois bem demorado? Se você encontrou alguma semelhança entre essa história e a sua, é hora de repensar os valores. Existe muita coisa maravilhosa que não dá para comprar. E a doçura é uma delas.
Tenho um casal de amigos que está junto há mais de 20 anos. Ele é um advogado de prestígio; e ela, sócia de uma empresa de design. No início do casamento, no entanto, faltava tudo em casa, até dinheiro para pagar a luz. Vergonha, irritação, revolta com isso? Que nada. Eles lembram essa época com ternura. Aproveitavam o escuro para se divertir, criando um clima romântico com velas. Claro que a situação não durou muito, mas o legal é que eles faziam questão de encarar o problema com bom humor. Minha amiga conta que foi um período maravilhoso. Há pouco tempo, declarou que o marido era tão ou mais importante do que os filhos. Eu fiquei meio chocada, questionei a afirmação, e ela deu uma resposta muito clara: filhos crescem e vão embora de casa, o marido vai envelhecer com ela, é aquele que escolheu como companheiro. A lição que tirei dessa conversa toda foi a de que, quando sentimos que encontramos alguém especial, único e insubstituível, precisamos investir na doçura. Uma pessoa assim merece nossa admiração, respeito, carinho e atenção. É difícil determinar a dose certa de doçura. Alguns gostam de uma pitada de açúcar, outros de uma colher de sopa. Depende da personalidade e das expectativas de cada um. Pessoas meigas e tranqüilas são naturalmente mais doces, muito mais dadas a rompantes de romantismos. Já as de temperamento duro nem por isso são avessas à ternura. Apenas encaram tudo de uma forma mais racional. Mas nada impede que um tipo se relacione muito bem com o outro. O importante é estabelecer uma cumplicidade, cada um com o seu mundo, mas ambos pelo bem da relação. Um dia desses, participei de um encontro cultural com o tema maturidade feminina. Os relacionamentos e suas nuances foram o foco principal do bate-papo e, a certa hora, levantou-se a questão da tendência que temos em confundir os termos individualidade e individualismo. Enquanto o primeiro significa preservar as características pessoais, garantindo liberdade de movimento e pensamento, o segundo é a lei do eu em primeiro lugar. Uma senhora, casada há 40 anos, foi muito enfática ao dizer que, para a relação dar certo e a amargura não imperar, é vital que sejamos nós mesmas. Mas sem fazer tudo à nossa maneira. É isso. Doçura é como maturidade, exige flexibilidade e tolerância, equilíbrio entre o querer e o poder, entre o dar e o ceder. E, principalmente, necessita de muitos cuidados de manutenção. Todo cuidado é pouco, até com o que se diz sem pensar. Ainda que a TPM esteja elevada à potência máxima, que o vestido novo tenha manchado, que o chefe esteja com o diabo no corpo, mesmo assim, precisamos nos policiar para não despejar uma avalanche de raiva sobre o nosso companheiro. Geralmente ele não tem culpa de nada. Nem preciso dizer que palavras ferem fundo, mesmo sendo proferidas em um momento de destempero. Por isso, fique atenta. Frases e palavras impensadas podem ser o pontapé que a relação estava esperando para começar a rolar ladeira abaixo. Não ofender o próximo é um dos mandamentos do relacionamento tranqüilo, saudável e... doce. Vale a pena se conter. Se não tiver jeito, se for mais forte do que a razão, o pedido de desculpas deve chegar a tempo de consertar a besteira. Mas, se a poeira baixar e você continuar achando que aquelas palavras maldosas realmente descrevem a pessoa que estará ao seu lado, nesse caso provavelmente sua relação está com os dias contados. É importante lembrar que açúcar não faz milagre. Quando o relacionamento está naufragando, a tendência é buscar um bote salva-vidas e tentar achar o pote de mel perdido. Nesse momento, alguns embarcam numa canoa furada. Como acreditar que um filho poderá resgatar a doçura do passado. Idéia que, com o perdão do trocadilho, é uma doce ilusão. Ter um filho é bastante complicado mesmo quando as coisas estão ótimas entre um casal. Crianças são uma fofura, a coisa mais maravilhosa do mundo, mas não consertam o inconsertável. Já vi mulheres estressadas, workaholics sem tempo pra nada, que um belo dia decidem que precisam de um bebê para a harmonia chegar ao lar. A criança nasce e o que acontece? A relação descamba de vez. Raciocine comigo: se não sobra tempo para a vida a dois, imagine para a vida a três... Se a mulher fica irritada com a camisa que o marido usa, terá um surto quando ele vestir o filho com a roupa errada. Se a relação é doce, crianças a transformam em melado. Se é azeda, aí vira puro limão. Até a culpa que a mãe ocupadíssima sente acaba respingando na relação amorosa. Você está confusa, já não tem certeza de que há doçura entre seus lençóis? Que tal fazer um teste? Comecemos pelo sexo. Não importa a freqüência. Cabe analisar se há intimidade, carinho e aquela vontade de permanecer abraçados durante alguns segundos. E quando vocês saem para jantar? Conversam, trocam olhares, seguram na mão um do outro? Ou sentam, pedem, comem e vão embora correndo? Pense também em como anda a intensidade dos abraços e a freqüência das risadas juntos. E, se parece complicado rir com tanto problema para resolver, analise o quanto vocês andam sendo solidários um com o outro, o quanto de compreensão há nos gestos e nas expressões trocadas. Para sermos felizes, precisamos prestar atenção nos pequenos detalhes que tornam a vida mais doce. Fiquei sabendo que aquele casal de velhinhos que citei no início da matéria almoça todo dia no mesmo restaurante. Brindam, sorriem e são sempre gentis um com o outro. Decidi que quero ser como eles. Ter a cabeça deles. Na verdade, agora é que eu entendi. Os cabelos brancos são puro algodão-doce.
domingo, 25 de novembro de 2007
Black or White
Monica, toda pimpona, com Walters
Ó pa isso, Alosa!...- igualmente desengonçada
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Close
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Bodas de Prata
Estou eu lá, toda torta, olhando para o nada (normal), quando o Homem de Lata - que, by the way, anda em clima de lua-de-mel com o Leão e o Espantalho - veio de lá para acabar com a magia da minha amOZtração: "Juliana está fazendo pose. Tá parecendo aquelas crianças da Talentos Brilhantes". A essa nem o ego dos gatos nem das baratas sobreviveria, que dirá de uma pobre mortal do sexo feminino, como yo. Mas tudo bem, ele agora mora longe e isso já é castigo sufiente (aliás, duvido que nos tempos de morada na Pituba ele ousasse sair com uma dessas!...).
Aquecimento: Ingrid, Martina e Fernanda vão ao jogo. Tá vendo no que dá deixar Fernanda freqüentar a familiar torcida do Vitória (mas pelo talento fotográfico, eu te perdôo, Nan, a pouca vergonha!)?!
Made in Brazil: Martina, hein, com esse jeitinho de escoteira, conseguiu flagrar o muso da noite, le garçon. O ângulo e a luz não colaboraram p/ fazer jus ao charme 100% brasileiro do rapaz, mas tá valendo.
Milagre: Nanda, eu, Tia Gri, Lu e Martina. Anote aí mais uma façanha ingridiana: fez Luize dar o ar da graça!
Paparazzi: Eliano pede à fotógrafa um minuto de privacidade para conversar com Fernanda, mas tudo no maior respeito, garante (Cacau, não fique triste. É um clássico: quando o "titular" não joga direito, o melhor amigo sai do "banco de reservas" e "entra em campo" - olhe no post "Mulheres de Marte")

