quarta-feira, 18 de julho de 2007

Oito normas de conduta cotidiana para o cidadão moderno - por Contardo Calligaris

Eu amo esse cara!

1. Você pode escolher entre ficar em casa ou pegar a estrada e, sem dúvida, faz e fará um pouco dos dois. Mas, quando estiver em casa, tente não sonhar com a estrada e, quando estiver na estrada, tente não lamentar o calor do lar. Vivemos de sonhos e de nostalgias: é necessário cuidar para que essa alternância não nos mantenha constantemente afastados do momento presente.
2. Quando alguém pedir esmola ou ajuda, dê (na medida de seu possível) o que está sendo pedido. Não tente moldar o desejo de quem pede, oferecendo pão e leite em vez do trocado. A humanidade dos mais desprovidos se refugia e resiste justamente na capacidade de continuar desejando o supérfluo.
3. Todos os pedidos podem ser recusados, mas devem ser, ao menos, reconhecidos. Portanto é proibido recusar sem falar.
4. Trate como íntimo só quem poderia sem riscos lhe devolver a mesma cordialidade.
5. Caso você pretenda mudar o mundo, lembre-se de que, provavelmente, você não está à altura do mundo mudado segundo seu desejo. Se pretende transformar seu parceiro ou sua parceira, lembre-se de que você, provavelmente, não está à altura do parceiro ou parceira assim transformados. Quem quer mudar as coisas facilmente esquece de contar-se entre os itens a serem mudados.
6. Qual é a melhor viagem: visitar as capitais européias num “tour” de 15 dias ou passar duas semanas numa cidade só e conhecê-la um pouco? É mais interessante manter um casamento complicado do que multiplicar as ou os amantes. O mesmo vale para os amigos e relações em geral.
7. Uma vez por semana, durante uma hora, sente-se numa esquina de sua cidade e contemple os passantes. Tente imaginar a variedade das vidas, a dignidade de todas. Se você tem filhos, faça o exercício duas vezes por semana: será de grande ajuda para aceitar que a vida deles vale a pena, mesmo se não corresponde em nada aos seus sonhos.
8. Considere como verdade absoluta que é possível ter uma vida boa e justa sem acreditar numa verdade absoluta.

Publicado originalmente no suplemento “Mais!”, da Folha de S.Paulo, de 13/10/2002.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Trocando o juramento

Esse negócio de "... até que a morte os separe. Amém", isso está pra lá de defasado.
Baseado em observações dos amores reais, proponho um novo texto:

"... Até que a falta de dentadas, puxões apaixonados, de mistério e risadas fora de hora os separe. E que assim não seja. Amém."

Os superpoderosos


Essa galera da foto acima é bem talentosa. Aí só está a metade da minha turminha de 2000.1; Bai, Lico, Lulu, Debs, Liu, Lisboeta, Amanda e Luciana estão ausentes.
Sabe, no final das contas, eu me orgulho das pessoas da Facom. Pobrezas de espírito à parte, não dá pra negar que é uma gente que ousa sonhar e botar seus planos em prática. Nem sempre isso os levará onde planejavam chegar, mas a vida não é feita de êxitos mas de desejos satisfeitos. Se tem uma coisa que hoje eu sei é que viver é bancar desejos. A pessoa pode ter o mundo, ser um semi-deus, mas se estiver longe daquilo que deseja (eu disse deseja, e não o que os outros esperam), tudo mais de nada valerá. Há alguns tipos de covardia que são inadimissíveis, e a de não pôr os sonhos em prática é uma delas. Aliás, nem precisa realizá-los, basta tentar, lutar para ter a consciência de que não deixou passar. Eu não falo de concretizar grandes coisas, não. Nem de "rebeldia sem causa"; sou totalmente contra a essa filosofia vazia do "faça o que seu coração mandar" (até que chegue o carro da polícia... não, é fundamental ter critério, até nas loucuras e desejos. do contrário, somos animais, no pior sentido da palavra). A paz interna vem daquela aula de dança de salão que você sempre quis fazer mas nunca teve coragem; daquela viagem ao Sul que sempre ficava pra depois; daquele projeto de terminar os estudos que tiveram de ficar pela metade na juventude; enfim, de pequenas realizações desse tipo que nos fazem menos avarentos com a gente mesmo e, obviamente, mais alegres.

Eu espero, sinceramente, que essa turma tenha muita sorte. A vida não é justa, e nem sempre é o talento que prevalece. A vida apenas é, seja lá o que for. Mas eu acho que eles vão se dar bem - já estão se dando. Tem gente aí que até se dá ao luxo de prorrogar o momento do sucesso (risos). O bacana de crescer junto - e nós estivemos no dia-a-dia uns dos outros numa fase determinante em nossos crescimentos - é que sabemos de onde o outro veio e, por mais que haja discordância, o quanto seus goals lhe custaram. Automaticamente, a via de regra, você fica satisfeito/a com as conquistas alheias, e nos melhores casos, se inspira nelas e corre atrás do seu caminho também.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Que delíííííícia!!!


Na foto, Jorge "Delícia" e eu, no forró da Pamps, na última sexta-feira. Olha só a falta de consideração: me pegaram "no pulo", atacando o bolo de chocolate (isso não se faz! humpf!).

Eu sempre tiro foto com Deli nesses eventos; faço questão. Aliás, esses não teriam metade da graça sem ele. A fama de alegre do Jorge vai tão longe que a mulherada da família do dono da empresa fica disputando quem vai sentar ao lado dele, pois já sabem que é diversão garantida. Eu tive esse privilégio na confraternização de 2006 e passei mal de tanto rir. O que é essa criatura brincando de bingo?! Era um tal de "Ui, delícia, eu tô por um para fechar a cartela!". Se Deli tivesse ganho o prêmio máximo (TV), teria sido hilário. Se tivesse tido condições, na ocasião, juro que teria dado uma roubadinha só para ver a euforia dele com o resultado (teve marmelada mesmo...). Mas fica pra próxima. E tomara que Deli ganhe alguma coisa para a gente se acabar de rir com a histeria do vencedor! Vai rolar até beijo na boca em alguém da empresa, aposto!hahaha

Tão figura quanto Deli, só o outro Jorge, que é metido a el cabrón e gosta da gaiatice. Durante os sorteios dos ferros no bingo, coitado, ele só deu fora. Veio todo gaiato perguntando quem tinha "levado ferro" e ouviu o coro respondendo "Seu filho". Outro sorteio de ferro, e veio de novo a piadinha, e mais uma vez o tiro saiu pela culatra: "Sua mulher levou ferro". hahaha Esse povo é comédia!

Por essas e outras que eu gosto deste nome, Jorge. Nunca vi um que não fosse espivitado ou inteligente!

E por falar na Pamp´s, tadinho de Pablito. Foi ver o Grêmio jogar contra o Boca Jrs. em Porto Alegre e voltou todo cabisbaixo. "Poxa, o Grêmio não merecia. A festa tava tão bonita...". Fica pra próxima, gaúcho!

Reflexão da meia-noite

Síndrome de Taty Quebra Barraco... Pois é, é assim que o Brasil se sente, há 500 anos: "Sou feio mas tô na moda".

domingo, 24 de junho de 2007

Ela é gente que faz!


Você mete o pau em Márcia e acha que ela é apenas mais uma perua oxigenada, com cara-de-pau, trabalhando na TV? Pois então prepare o seu coração para o que OFuxico.Com vai revelar.
Márcia me inspira! - e não é muita falta de referência, viu, Alosa!



Através dos dramas e conflitos da vida real, a apresentadora Márcia Goldschmidt voltou ao ar com o programa que a consagrou na TV. No dia 11 de junho, ela reestreou, na TV Bandeirates, o Programa Márcia, exibido diariamente às 16h30. Apesar do curto tempo, ela já disse a que vei, pois tem deixando a emissora em terceiro lugar e, em alguns momentos, até na vice-liderança.
OFuxico fez uma radiografia de Márcia que, em entrevista, conta toda a sua trajetória. De uma menina que sequer conheceu o pai e foi ser babá, Márcia passou a dona de uma bem-sucedida agência de casamentos e, por fim, uma apresentadora de sucesso na tevê. Confira:
Vinda de classe baixa, Márcia foi filha de pai desconhecido e uma empregada doméstica, cuja patroa não aceitava que ela levasse sua menina para o trabalho. Assim, Márcia foi criada pela avó materna. Aos 9 anos, após a morte da avó, ela começava a trabalhar como babá no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
"O passado foi muito duro comigo, tive uma infância muito pobre, mas não vivo a vida pelo retrovisor", lembra a apresentadora, mesmo não gostando muito de falar sobre a infância.
Márcia não desistia de tentar mudar a sua história. Começou a juntar dinheiro e, aos vinte e poucos anos, decidiu mudar de país. Embarcou para França e buscou lá uma nova oportunidade de mudar o rumo da vida. Na França, ia concretizando o que sempre imaginou ter: uma família. Casou-se com um francês, mas o relacionamento não deu certo. Naquela época, a França lançava uma nova forma de aproximar pessoas solteiras através de agências de matrimônio. Visionária, Márcia enxergou ali uma grande oportunidade de negócio e rapidamente trouxe a idéia para o Brasil.
"Eu me espantei quando me deparei com anúncios nos principais jornais da França. Eram dezenas de anúncios e, como nunca tinha ouvido falar disso no Brasil, resolvi trazer a idéia pra cá".
Lançada no Brasil, a agência Happy End de Márcia chegou a formar centenas de casais e com a repercussão do negócio, a então empresária, era convidada a dar entrevistas nos mais diversos veículos de imprensa.
Após ser capa da Vejinha e matéria nos mais diversos jornais do país falando sobre o tema casamento agenciado, Márcia concedeu a primeira entrevista para Rosana Hermman, que espantou-se com a desenvoltura de Márcia.
Rosana, na época diretora artística da Rede Mulher, convidou-a para apresentar um programa na emissora.
"Depois que a Rosana terminou a reportagem, ela dizia que eu tinha que ir pra tevê. Eu achei estranho, mas gostei da idéia. Tempos depois, Rosana me convidou para apresentar um programa sobre relacionamento na Rede Mulher", conta Márcia.
Mas, com o sucesso da agência, ela teve que abdicar das gravações do programa televisivo, abrindo mão da carreira de apresentadora.
"A agência estava indo muito bem, não poderia deixar de lado algo que havia me dado tantas alegrias", justifica.
Mas a sorte de Márcia começou a mudar mesmo, após um anúncio no jornal. Na época, o SBT procurava uma espécie de Ricki Lake brasileira para um de seus programas.
"Foi muito louco! O SBT decidiu procurar uma apresentadora com anúncios em classificados de jornais", lembra.
A secretária de Márcia leu o anúncio e decidiu enviar uma fita, sem que a patroa soubesse.
Selecionada para um teste no SBT, 30 dias depois a então empresária recebia mais um sinal da emissora, dizendo que ela havia sido selecionada para mais um teste. Agora, de vídeo.
"Tinha muita gente fazendo testes, eram centenas de mulheres, nunca imaginei estar ali", diz Márcia.
Após uma disputa com mais de 700 candidatas, ela foi a escolhida e embarcou para os Estados Unidos para conhecer um pouco mais de Ricki Lake, famosa pelos programas que Márcia apresenta até os dias de hoje.
A ficha demorou a cair. Márcia estava na segunda emissora do país e, muito novata, ainda não sabia como reagir com a fama. Com um ano e meio de programa, repentinamente Silvio Santos a tira do ar. E, mesmo com os altos índices de audiência, a apresentadora ficou na geladeira esperando um sinal verde do patrão para voltar ao vídeo.
"Na época que estava no SBT, me senti muito desvalorizada. Não conseguia entender o motivo de estar na geladeira, após fazer um programa com tanto sucesso", explica a apresentadora.
Com a saída de Serginho Groisman do SBT, Márcia foi uma das escolhidas para apresentar o consagrado Programa Livre e o Fantasia.
"O Silvio começou a fazer os testes dele e eu fui a escolhida. No Programa Livre, fazíamos um revezamento de apresentadores. Cada dia era um".
Logo que saiu do SBT, Márcia assinou com a TV Gazeta de SP, onde ficou menos de um ano. Ela percebeu que um programa feminino não era o que gostaria de fazer.
"Eu apresentava o Mulheres, junto com o Leão Lobo, mas percebi que aquilo não tinha a minha cara. Fiquei menos de um ano por lá e pedi demissão."
Convidada pelo então diretor artístico da Band Rogério Gallo, Márcia estreou na emissora o Hora da Verdade, nos mesmos moldes do programa que ela fazia no SBT. Ela acabou sendo o maior ibope da emissora durante os quatro primeiros anos em que esteve no ar.
Afastada da tevê mais uma vez, em 2005, Márcia decidiu mudar do país e respirar novos ares. Após um ano e meio morando em Miami, ela voltou para a tevê com força total. A estréia do Programa Márcia, na Band já começou a incomodar a concorrência, conquistando bons índices de audiência.
"No programa de estréia, já conseguimos empatar e ficar em terceiro lugar", conta Márca, animada.
Em uma fase mais assumida, Márcia mudou o visual e toda a tarde lança moda. Usa corselet, uma espécie de faixa abdominal que ressalta suas curvas.
"Eu adoro corselet e a nossa diretora artística também. Pedi autorização e ela, como também gosta, autorizou", justifica.
Com direção de Rodrigo Branco - que é um grande amigo da apresentadora-, as duas primeiras semanas do Programa Márcia conseguiram elevar o Ibope da emissora em mais de 50% e já chegou a cravar o 2º lugar, por 50 minutos, perdendo no ranking apenas para Globo.
Diariamente o programa Márcia mostra dramas, histórias e conflitos de pessoas, das mais diversas classes sociais, como uma mulher que já traiu o marido mais de 40 vezes, uma miss que virou anoréxica, graças ao competitivo mundo da moda e outros do gênero.

S.A.C.

Não sou o Maguila, mas gostaria de desejar um bom São João para meus amigos pedreiros, carpinteiros, enfim, para o meu fã-clube S.A.C. (Só o Amor Constrói) e agradecer a todos os trabalhadores da construção civil que nos meus piores dias me galantearam (com a sutileza de um elefante, mas xápralá).
O que seria de nós, mulheres, sem a peãozada, hein? Essencialíssimos!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Give a little bit...






"... Give a little bit of your love to me".


Ah, eu adoro essa música do Supertramp! Integro a tribo do meu mais-do-que-nunca-amigo de fé e irmão camarada Lisboeta, e sou altamente vulnerável a uma melodia grudenta!

Porque ainda é o Dia dos Namorados e porque adoro Drew e Jimmy (ele no Saturday Night Live, que no cinema não é lá essas coisas), além de Nick Hornby, segue a letra e cenas do filme "Febre de bola".


Give a little bit
Give a little bit of your love to me
Give a little bit
I´ll give a little bit of my love to you
There´s so much that we need to share
So send a smile and show you care

I´ll give a little bit

I´ll give a little bit of my life for you
So give a little bit
Give a little bit of your time to me
See the man with the lonely eyes
Take his hand, you´ll be surprised

Give a little bit
Give a little bit of your love to me
I´ll give a little bit of my life for you
Now´s the time that we need to share
So find yourself, were on our way back home

Going home

Dont you need to feel at home?
Oh yeah, we gotta sing

terça-feira, 12 de junho de 2007

Extra! Extra! Extra!

Nosso amigo (de agora em diante, mais do que nunca amigo) Daniel Pereira Lisboa é o mais novo ofchan tchan tchan tchan tchan do Instituto Rio Branco!
O Xixi de Macaco não faz a mínima idéia do que isso significa, mas fica muito feliz em ver mais um faconiano mandando ver por aí!

Dia dos Namorados

"Drink to me only with thine eyes, and I will pledge with wine/ Or leave a kiss within the cup, and I´ll not look for wine"
("Beba para mim apenas com seus olhos, e eu me comprometerei com os meus/ Ou deixe um beijo no copo, e eu não vou querer vinho")

Dia dos Namorados... E também aniversário de casamento dos meus pais (36 anos juntos! Ave Maria!...), aniversário de Talita, a ovelhinha do exército mineiro, e o dia em que vou me reconciliar com Alosa, que cortou relações comigo desde que mandei o alosah@uol.com.br pros ares.

Alosa, "em nome do amor, vamos nos perdoar!"...

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Mulher tem memória

Por Danuza Leão

VOCÊ É medrosa? E quem não é? E de que você tem medo? Bem, existem os medos básicos: de barata, de rato, de cobra, da escuridão.
Mas existem outros, nos quais quase não se pensa, mas dos quais se tem pânico -e esses são os piores.
São os medos subjetivos, quando se faz algo que não se deveria, de ser punida; por um pai imaginário, por Deus, por um alguém que não faz outra coisa a não ser olhar atentamente para tudo que você faz, para premiar ou castigar. De preferência, castigar.
Existem outros medos nos quais não se pensa mas que são permanentes: medo de ficar doente, de ficar velha e sozinha, de morrer. Quando se pensa em todos esses medos, chega a surpreender como podemos, às vezes, passar horas falando bobagem e dando risada.
Quando criança, você teve medo de seu pai? Se teve, vai passar a vida inteira tendo medo do marido e do patrão, símbolos da autoridade masculina.
E o medo da maldade? E do olho grande?
Medo tem a ver com culpa, e quem é culpada vive sempre com medo do castigo.
Existem as pessoas que não são culpadas de nada, e as que são culpadas de tudo. As primeiras passam pela vida felizes, felizes; já as outras acham que, se no lugar de terem comprado aquele batom tivessem mandado o dinheiro para os necessitados da África, teriam pelo menos feito sua parte. Como é difícil viver.
Mas é preciso não confundir o medo com a covardia, e às vezes - aliás, o tempo todo - é preciso se posicionar, sem medo. Se posicionar, no caso, é apenas organizar seus pensamentos e ter suas opiniões, o que, se para alguns é simples, para outros é quase impossível.
Por que será? Serão essas pessoas tão reprimidas que isso as impede não apenas de dar sua opinião mas até de terem uma? Ou será medo?
Existem alguns medos bem concretos: da reação daquele homem quando você anuncia que está indo embora. Com todas as conquistas que as mulheres conseguiram, nessa hora o medo é físico -afinal, os homens costumam ser agressivos, mais fortes que nós (fisicamente), e às vezes, quando feridos, passam dos limites. Outro medo é quando, já com o novo, você cruza pela primeira vez com o que foi abandonado.
Mas os homens também têm seus medos, sobretudo quando são eles que abandonam.
As mulheres - mais emocionais e menos civilizadas- são capazes de tudo, quando deixadas; mulher não esquece - nem perdoa.
Aconteceu com um casal de velhinhos - bem velhinhos mesmo - que estava visitando a filha, num domingo. Falavam sobre o passado, e num determinado momento ela perguntou - afinal, já havia tanto tempo - se ele havia tido um caso com uma determinada mulher, décadas atrás, o que na época ele negou com firmeza.
A conversa estava tão amena, a paz tão grande, com a família toda reunida, que ele disse que sim, era verdade. Ela avançou no pescoço dele e foi preciso a filha e o genro para separá-los. Apesar de já terem passado dos 80, ela passou meses sem falar com ele.
E é bom que os homens também tenham medo, pois uma mulher com raiva é muito mais perigosa do que um homem com um revólver na mão.

domingo, 10 de junho de 2007

Feira de Santana é o must!

Soteropolitana de coração e baiana não-praticante, nunca visitei lugares fora da região metropolitana de Salvador, com exceção de Mangue Seco e da Ilha de Itaparica. Claro, fazendo o trajeto Salvador-Brasília-Salvador, já dormi muitas vezes em Lençóis, Barreiras e Esplanada, mas conhecer mesmo, nada. Já visitei mais cidades em Goiás que na Bahia, acreditem.
Sábado passado, finalmente tomei vergonha na cara e fui a Feira de Santana. Minha guia foi ninguém menos que Viviane Andrade, filha e herdeira de uma das dez mais ricas e influentes famílias da cidade (uaaaaaaaau!). Paula Carzzi, quase tão estrangeira na cidade quanto moi, se juntou ao trio. Em tempo: Quase tão estrangeira porque a primeira vez que pisou na cidade foi na formatura de Vivanildo, irmão único e lendário de nossa guia Viviane. Na ocasião, a soteropolitana foi introduzida ao feirense way of making marketing, sendo surpreendida (assim como os demais formandos e suas famílias) por uma bandinha contratada pelo novo administrador de empresas para tocar o jingle do Mercadinho Serra, de propriedade da família Andrade. Vivanildo, sem sombra de dúvida, é gente que faz!
Paula e eu fomos em busca das novidades (a preços superconvidativos) da moda feirense. Sendo assim, invadimos as ruas da cidade, e fomos entrando de porta em porta, de loja em loja, em busca de boas promoções. Nossa guia não nos poupou de nenhum beco, exceto da Feiraguay, da qual ela só se lembrou - glória a Deus! - já muito tarde, quando estávamos indo embora. Demos azar, e o saldo da viagem foi, do ponto de vista material, ruim. Paula levou uma pulseira de madeira, eu comprei um par de blusas e quem saiu endividada mesmo foi quem menos queria comprar roupa: Viviane. É que era dia de forró na cidade, e 3/4 dos feirenses estavam à procura do que vestir no evento. Um fiasco para a dupla da capital. Ou quase...
Ir a Feira de Santana foi, apesar da sacola vazia, inesquecível. A seguir, um Top 5 - Porque amei Feira:

1) É fácil se sentir celebridade por lá. Segundo nossa guia, fazer qualquer coisa na cidade, sem que metade da população saiba, é impossível. Durante a ida, dentro do ônibus, ela já estava recebendo ligações da família, que munida de poderes telepáticos ou de um acordo com a Oi de instalação de um GPS secreto, havia descoberto sobre a sua chegada. Andando pelas ruas, Viviane se bateu com a tia, com a prima, com a irmã, o namorado desta e mais meia dúzia de conhecidos que, inclusive, não podiam saber do seu encontro com o ex-namorado (que ainda é atual), no início da tarde. Me senti como uma amiga de celebridade que a ajuda a esconder o affair da mídia. Muy chic, muy chic!... Pena que um flagra de Romilson Almeida e Viviane Andrade não renda capa de Contigo!, Quem Acontece ou People. Ohhhhh...
2) Tem emoções que só o povão te proporciona. A cidade, na minha primeira impressão, parece negar a máxima de Cazuza de que o tempo não pára. Isso pelo menos não se aplica de jeito nenhum a uma famosa rede feirense, a CAMYS. Rei Nelsinho, como se auto-intitula o dono do empreendimento, um senhor de uns 40 anos com ares de Sinhorizinho Malta que aparece nos cartazes espalhados pelas pilastras, vende à moda antiga. Enquanto circulávamos pela enorme loja, presenciei uma cena que nunca tinha visto ao vivo e que fez Paula Carzzi cair na gargalhada (me deixando sozinha à mercê da histeria consumista de Viviane, que, na boa, deve ter servido em alguma guerra na encarnação passada. Só isso explica a "liderança" demonstrada durante o episódio): anunciou-se uma promoção no microfone, o povão foi se juntando em torno do balaio, e quando começaram a despejar as mercadorias de R$ 9,90, via-se as peças de roupa voando por cima das cabeças, agarradas por mulheres em fúria, que não tinham a mínima idéia do que estavam se esforçando para reter, mas que, por menos de R$ 10, já achavam que compensaria o "vale-tudo".
3) A concorrência é fraca. Vivinha e demais nativos dessa cidade, peço desculpas de antemão, mas a verdade tem que ser dita: ô povo feio esse de Feira de Santana, meu Jesus Cristo! Ave Maria! Até eu, que sou de uma lucidez patológica sobre a minha pessoa, comecei a me achar gatchéénha perto do que vi nas ruas.
Por isso arrisco dizer que Vivi´s é a Paris Hilton da cidade: de família endinheirada e guapa.
4) Mini Brasília. As ruas do comércio me lembraram a W3, no Plano Piloto. Feira tem um "q" de Brasília, e só isso me fez simpatizar com ela. Exceto pelo trânsito, que é bem maluquinho. Sobre isso, me desagradou o grande número de motos. Distraída como sou, viraria "anjinho" em dois tempos se vivesse naquela cidade.
5) É fácil de ir embora. O melhor de Feira de Santana, no entanto, é que é muito fácil dar o fora de lá. Por R$ 12 e uma hora e meia de viagem, logo, logo estamos em casa. Êêê!!!...


Aritimética Younguiana

Para a outra escorpiana leitora cativa deste blog não ficar com ciúmes...

"Sabe qual é meu sonho secreto? Que um dia você perceba que poderia ter aproveitado melhor a minha companhia. Que um dia imagine o quanto teria sido ótimo estar ao meu lado, mesmo quando eu estava gripada. No entanto, sei que você está a cada dia que passa mais fugidio. E eu me limito a me surpreeender com as circunstâncias da vida. Que me levaram a viver esse papel: o da mulher que quer mais um pouquinho. Contrange-me existir nesse personagem Chico Buarque, dolorida, bonita sendo assim, meio tonta, meio insistente, até meio chata. Nunca precisei aborrecer ninguém antes, então atuo por instinto, cansando-me facilmente. E que fique claro que não é por estar você dessa forma, tão esquivo, que o desejo tanto. Desejo-o porque desejo. Estúpida. Latina. Bethânia. Ainda creio que você, quando eu menos esperar, possa me chegar com um verso em atitude".

(Fernanda Young - Aritimética)

Prece árabe

Em homenagem à Vossa Santidade, Ô Ingrid, que tem, entre seus objetos de reflexão, a influência dos árabes na Península Ibérica (wow!).

"Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes. Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos. Meu Deus!Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade.Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo. Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido e nem desesperado quando sentir insucesso. Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.Ó Deus! Faz-me sentir que o perdão é maior índice da força, e que a vingança é prova de fraqueza. Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança. Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé. E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão. E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim, nunca Te esqueças de mim!”

Reflexão da meia-noite

Lula já teve o dedo preso, tem a língua presa e, há cinco anos, o rabo preso. Agora só falta ele mesmo ir preso...

Rumo à santidade!

Ingrid Campos aproveitou o feriado de Corpus Christi para distribuir sopão em Aracaju.
Com mais este ato de fé e bondade, Gri caminha rumo ao PAN, digo, rumo ao Vaticano.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Reflexão da meia-noite - O brilho da feiúra

Estava dentro do busú, quando avistei um chico guapo. Quer dizer, até ele sorrir e exibir aquele sorriso metálico do aparelho ortodôntico fixo. Lembrei dos meus cinco anos com aquilo na boca e tive um momento de epifania. Meus Deus, ô treco que "encãozeia" um cidadão é esse tal de aparelho!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

As perigosas frágeis

Gosto muito de Danuza Leão. Mulher de classe média, conseguiu se destacar na high society. Mas isso não é nada; o melhor foi que construiu uma trajetória interessante, fez parte da história. Não foi bela, mas sempre soube ser charmosa. Escreve muito bem. E ainda tem uma característica, que é o que também me cativa em Oscar Wilde: é profunda mas se faz passar por fútil.

Fiquem com Danuza! (pra variar, descobri mais uma coisa que minha mãe me ensinou errado!... tsc tsc)

Beijos...

DANUZA LEÃO

02/06/2007

Quem não quer ser forte? É o que todos desejamos, sobretudo, de um tempo para cá, nós, mulheres. E como seria essa mulher? Independente, capaz de se manter, que jamais vai atormentar seu homem com inseguranças nem ciúmes, capaz de segurar qualquer tranco (inclusive os dele) e com quem a família e os amigos sempre contam, em qualquer circunstância. É isso que qualquer homem quer, certo? Errado; homem não gosta de mulher assim.
Pode até admirar, mas de longe, e não na vida dele. Vamos combinar: os amores que eram para ser eternos -e qual não é?- se acabam cada vez com mais freqüência, e uma separação é sempre complicada e dolorosa, mesmo sendo de comum acordo. Depois dos primeiros tempos de sofrimento a vida continua, e cada um vai encontrar alguém para namorar, quem sabe até se apaixonar de novo.
Nessas separações de consenso, em que -teoricamente- ficam amigos, às vezes saem para almoçar (nunca jantar), conversam sobre a vida em geral (nunca a deles mesmos) e se acham muito civilizados. Mas logo, logo o homem arranja uma namorada, e adeus almoços e telefonemas para saber como vão as coisas. E quando a ex sabe, por mais que seja cuca fresca, moderna e esclarecida, sofre, e é aí que mostra se é forte ou frágil.
As fortes sofrem, mas como não demonstram, ninguém percebe (sobretudo eles); já as frágeis desmoronam com o fato de ele ter tão rapidamente se esquecido delas, como se houvesse um prazo estabelecido para poder viver de novo. E aí, começa. São telefonemas, cobranças e um princípio de depressão que não só assustam o ex como atrapalham o novo namoro, que é no fundo a finalidade subjetiva de tudo.
Algumas vão esperar o ex na porta de casa e são capazes de armar um barraco de tal ordem que chegam a assustar. E o homem geralmente se sensibiliza com a 'coitada' e começa a ter medo que ela cometa um ato tresloucado. Os novos encontros com a namorada passam a ter um único assunto: a ex. O que ela fez, que procurou um analista, que está tomando antidepressivos; ele fica tão preocupado que tem que ir vê-la depois do trabalho para dar um apoio -afinal, trata-se da mãe dos filhos dele. É uma preocupação sincera, mas nenhum namoro resiste a esse assunto, e um dia a namorada dá um tchau e vai procurar outro, mais livre e menos bobo, que não caia nesse joguinho de mulher frágil. Porque homem adora mulher frágil, que precise deles, que não possa viver sem eles.
De uma mulher forte é fácil esquecer; das outras é impossível, até porque elas não deixam. Como ser feliz se existe alguém sofrendo por nós? Por tudo isso, chego a pensar que as verdadeiras mulheres fortes são as fracas, que conseguem atrapalhar a vida de seus ex durante anos, até que encontram um novo homem e aí -e só aí- vão tratar de suas vidas e deixar em paz o que foi o passado.
Portanto, muito cuidado com as mulheres frágeis; elas são capazes de qualquer coisa, e pobres dos homens que se enganarem com sua aparente fragilidade. Porque um dia eles vão perceber que, ao contrário do que sempre pensaram, os verdadeiros frágeis são eles. E um conselho às fortes: se quiserem ter um homem na vida, finjam-se de fracas, pois são raros os homens que suportam ter ao lado uma mulher forte.

Reflexão da meia-noite

Assim caminha o capitalismo:

Os norte-americanos criam
Os japoneses encolhem
Os franceses teorizam sobre
A África recebe com 20 anos de defasagem
Os asiaticos produzem a mesma coisa por menos de cinco dólares
E os sul-americanos contrabandeiam

domingo, 3 de junho de 2007

There she goes...


Flávia foi embora hoje para Paris. Despedir-me dela, por mais "mala" (sem alça e sem rodinhas) que ela seja, não foi tão fácil quanto pensei que seria. Foi agridoce. É estranho olhar para uma irmã sem saber quando vai ser a próxima vez que vai vê-la; bate uma certa apreensão. Racionalmente sei que ela vai ter uma experiência de vida transformadora, quer seu objetivo vingue ou não. Mas no fundo senti como se tivesse dando a um estranho um cachorro que eu criei por anos (e quem me conhece sabe que essa comparação não é pejorativa uma vez que gosto pra caramba de cães).


PS: E como nada na minha casa se dá de forma tranqüila, o vôo da criatura de Madrid para Paris atrasou, deixando todo mundo aqui no Brasil - que não sabia que havia atrasado - com a orelha em pé. Mas já ligou e está tudo ok. Agüenta essa, Cláudio: ela disse que Paris é uma cidade veeeelha e cinzenta. Pobre é foda!kkkk