sexta-feira, 26 de março de 2021

#FreeJuly


Essa discussão do Free Britney me trouxe memórias. Boas, por sinal, de um tempo feliz. Eu adorava Britney porque eu sempre amei o pop. E também porque ela tem uma mistura de animação com melancolia de quem poderia ser feliz se não fossem as circunstâncias da vida. É aquela coisa do lado mais fraco que puxa a nossa empatia. Ficava nítido que ela só tinha a mãe e a irmã e que a fama era demais pra ela. Beyonce é excelente artista, mas perfeitinha demais. Christina forçava a barra. 

Cara, eu amo esse período de 1998 a 2003. Sério. Eu fui feliz. Tirando o ecossistema, que sempre foi uma merda, eu gostava de explorar a cidade, aprender coisas novas, ir ao cinema e amava assistir MTV e séries. Eu era feliz só com isso. Pena que uma hora você tem que sair da ilusão, porque não dá pra sustentar uma encarnação só de MTV e audiovisual. Eu era mais feliz ainda sozinha. Minha melhor fase foi quando tínhamos um quarto enorme em Amaralina e Renata dormia na casa do namorado e eu ficava com ele só pra mim, e depois quando ocupei o mezanino no duplex do Farol. Devo admitir: eu sou feliz sozinha. Me dê uma boa casa/apartamento e uma renda pra viver com dignidade e eu te garanto que sou feliz sozinha toda a vida, assistindo meus trecos, lendo, fazendo meus cursos, passeando, viajando, comprando minhas bugigangas... Universo, por favor, free July, vai!

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