É triste admitir (porém elucidante), mas por trás de uma situação aprisionante sempre há ganhos por debaixo. Ou melhor, os chamados ganhos secundários.
De graça, amores, ninguém fica. Alguma besteirinha boa rola nessa história. Claro, não estou falando aqui das situações de violência.
Você não quer sair do emprego que te massacra emocionalmente todo dia. Ganho secundário: estabilidade, salário e benefícios.
Você é maltratada pelo marido, que te põe pra baixo dia sim, dia não, mas não larga o indivíduo. Ganho secundário: o status de casada e "antes mal acompanhada do que só". Quem maltrata, afinal, não ignora.
Ted (foto) nunca logrou ficar com Robin antes de ficar viúvo, que já falou na cara dele que não o amava. Suspeito que, no final, ela ficou com ele como prêmio de consolação, já que ela tinha feito tudo que queria e não havia dado certo com ninguém. Por que Ted se sujeitou a isso? Amor? Não creio. É que essa fantasia virou estruturante da vida dele, e sem isso seria um tédio.
Por isso, quando estivermos presos em situações que nos maltratam, convém investigar que ganhos secundários há na situação. Só assim pra desmontar a permanência.

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