Vi o documentário só agora, 14 anos depois, para uma disciplina da pós. O cara, Sandro, era um pobre coitado, sozinho pra caramba, desde os seis anos por conta própria, traumatizado pela morte violenta da mãe e que, diante das câmeras, desempenhou o papel que aprendeu ser reservado a "gente como ele".
Eu sou uma versão mais rica de Sandro, nós temos muito em comum e, olha, pensando bem, ter tido mais dinheiro me livrou foi de coisa.
Tenho tendências inclusivas na política porque tenho pena, porque tenho remorso (sou essa parte da sociedade) e porque tenho consciência de que estamos aqui para tudo e não gostaria de pensar que, em casos extremos, algum sobrinho-neto, sobrinho-bisneto possa sofrer o mesmo que Sandro. Tem que haver um mínimo de amparo para todos. Isso não é nem ser bom samaritano, porque não me acho tão nobre assim; é ser inteligente.
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