"Sambaby
Sambaby
Eu posso não ser um band leader
Pois é, mas assim mesmo lá em casa
Todos meus amigos, meus camaradinhas me respeitam
Pois é, essa é a razão da simpatia
Do poder, do algo mais e da alegria"
("País Tropical")
Quando eu era pequena, eu imaginava que um dia ainda ia fazer algo de destaque nacional.
Aos 13 anos, numa redação da escola, disse que ainda seria uma grande advogada.
Aos 15 anos, pedi ao meu pai pra entrar no curso de inglês a pretexto de querer me formar em Turismo.
Aos 17 anos, tive o meu primeiro choque de realidade. Aos 18 anos, escolhi a área de Comunicação por me parecer ser a menos penosa. Jornalismo venceu em um sorteio entre Radio e TV - nem existia esse curso na Bahia -, Publicidade e Relações Públicas.
Fui feliz com a minha escolha durante um mês, porque via muitas matérias que pareciam ser bacanas na grade do curso.
Depois eu vi que Jornalismo era um curso de gente vaidosa, com altas ambições midiáticas ou intelectuais. Não me identifiquei. Quis ir embora, mas como sou ruim de desistir, fui ficando.
Quinze anos depois, com passagens por assessoria, campanhas políticas e jornalismo impresso, tenho certeza que essa não é a minha vocação. Será que eu tenho talento? Não sei. Acho que, mesmo desmotivada, consigo um desempenho mediano, mas nunca poderei verificar qual seria mesmo o meu potencial.
Por enquanto, sabe o que eu gostaria mesmo? De trabalhar pouco e viver mais. Eu sempre trabalhei muito - e estudo também é trabalho - e vivi pouco. É hora de inverter. Não me julguem. Me amem. Eu preciso amar um pouco a vida, gente, e presa entre quatro paredes e muitas pressões não dá. Por hora, desisti de profissão. Quero curtir a vida, aprender. Quero o que for fácil, bom, suave.
Chega de "no pain, no gain".
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