O mal de quem está em uma militância é querer apagar as diferenças. Elas existem e é impossível eliminá-las. Um organismo feminino, por exemplo, nunca funcionará como o masculino. Qual é a briga que vale a pena, afinal?
É garantir que todos tenham representação, participação política e direitos.
Por exemplo, a questão do corpo obeso. Nada vai fazer com que a maioria das pessoas vejam um corpo obeso como ideal de beleza. Assim como um corpo excessivamente magro vai causar rejeição do ponto de vista estético. Mas qual é o lance? É garantir que essa fatia da população esteja à vontade para se mostrar e que tenham, também, a sua representatividade na cultura porque, afinal, elas existem. Porque, até agora, há todo um esforço para que sejam invisíveis. Quando não são agredidas na esfera pública.
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