domingo, 22 de março de 2009

Curtas e Grossas


Essa semana foi agridoce. Meus dias foram maaara, mas o Brasil perdeu Clodovil Hernandez[zzz...]. Clô era, aliás, um dos musos deste blog. "Qué voy hacer se Clodovil se fue?". Pois é, eis o meu vazio. Fica aqui registrada, como homenagem, uma das frases mais emblemáticas de Clô, frase que deveria ser copiada, a propósito, na capa da agenda Arte & Papel: "Meu amorrrr, tem que ter carááááter!!". Clô deveria saber que, no Brasil, quem pensa assim corre o sério risco de ter um AVC...

Seguindo na esteira da fama, venho agora com uma notícia bom-bássss-ti-ca. Frageis corações, saiam da frente do monitor. Lá vai: Ô Ingrid comeu Rick!!! Yeah!!! "She bangs! She bangs!". Eu testemunhei a cena e fiquei impressionada com a voracidade da Santa. Diz ela que ele é gostoso. Saldo da empreitada: 20 Ave Maria e 30 Pai-Nosso para redimir-se do pecado.

Não satisfeita, Santa Gri quase me intimou a convidá-la para comer pequi na minha casa [confesso que fiquei constrangida com tal pedido]. Estou pensando no assunto. Fico preocupada com a integridade dos envolvidos. Comer pequi é uma tarefa complicada, geralmente quem come pela primeira vez ou não sabe fazer direitinho, ou fica com medo ou não gosta muito da coisa, acha nojento e tal. Particularmente, eu não sei o que é isso. Em Goiás, a gente praticamente nasce com o pequi na boca. Bem, amigos baianos, se um dia se depararem com um pequi pela frente, sigam as instruções de quem tem mais de duas décadas de experiência na coisa: vocês podem pôr na boca e chupar ou simplesmente passar o dente de leve. Quase ninguém suga, a maioria raspa com jeitinho. Só não vale morder. Pelo amor de Deus, sem mordidas, hein!... É que o caroço amarelinho é cheio de espinhos por dentro.
Alosa, por falar nisso, você já comeu pequi? ["Comi"] Gostou do pequi? ["Gostei"]... Se não, eu vou enfiar pequi no céu da sua boca. Mas e aí? Chupa toda? Se for pra deixar no prato, não te ofereço, não, viu, negão!... Arroz com pequi é o que há!!

Por falar em pratos off-cozinha baiana, outro dia experimentei esse tal de temaki. Que comida ruiiiiim [fora que paguei altos micos tentando pegar os pedaços com os palitinhos]!!! O meu veio com uns peixes crus dentro [aaaargh!]. Treco vivo, quase me mordeu! Aff!!... Não é à toa que a raça que inventou isso é amarela!

Por falar nisso, hoje fui para mais um concurso. Na sala, metade dos comunicólogos de SalCity. Ô curso de gente magrela e pálida!! Aposto que todos ficaram na UTI neo-natal quando nasceram! Eu, hein... É difícil para mim - pessoa atlética e bronzeada - entender essas coisas, sinceramente.

Por falar em UTI, sugiro que Fernandinha ou troque de sobrenome ou de garganta. Que tal Fernanda Lovelace, em homenagem à Garganta [de crise] Profunda? Eita garganta problemática! Coitada da minha amiga!...

Sá comé: Há três meses moro na Barra. É, subi na vida [literalmente! Ô lugar para ter ladeira, meu Pai!], finalmente. Agora que estou na área, virei uma espécie de agregada sem noção de sitcom da casa de Fernanda [mais precisamente, um mix dos personagens de Seinfeld], portanto, ando por dentro dos fatos.

Pois é, dia desses, estava lá no apê das Braga Girls e vi Fernandinha com uma presilha de borboleta no cabelo. Fiquei conjecturando sobre a mensagem semiótica do prendedor. Será que ela quis dizer que Madame Butterfly [ou Bovary, para ser mais exata] c´est moi? Ou será que ela quis sinalizar sua transformação de Pollyana Moça em mulher ABSOLUTA, a exemplo da musa piauiense SteFHany [ainda que seu carro zero não seja nenhum Crossfox mas um mero Palio vermelho - "... não uso espelho pra me penteaaaar"]? Ou foi simplesmente uma referência à canção de Mariah Carey [nesse caso, cuidado, Fernandinha, que ela gravou isso enquanto se divorciava de Tony Motolla!]? No lo sé, no lo sé.

Assim como Bon Jovi teve dificuldades para desvincular a vida amorosa dos tempos de high school, Fernandinha tem de se livrar dos hábitos dos tempos do primário. O primeiro prato feito para o namorado foi justamente uma salada de frutas. Fiquei viajando na mensagem subliminar da oferta gastronômica. Não muito porque logo ouvi a voz de Xuxa "denunciando" dona Fernandinha: "Pera, uva, maçã, salada mista. Diz o que você quer sem eu dar nenhuma pista". Francamente, francamente!... Desse jeito, vou ter que chamar a Professora Helena pra te dar uma bronca, Nandy! :P

Well, well, é melhor deixar a vida do povo em paz. Gera o maior carma negativo ficar falando das ações alheias - aprendi isso na aula de ontem.
Om Shanti, irmãos!!!

Mudando de assunto, há um casal de mendigos, no Corredor da Vitória, que vem me emocionando muchísimo por esses dias. É muito amor, é um cariiiiinho que vocês não têm noção!!!... Eles ficam na metade do corredor, deitados num colchão. Outro dia, ela estava dormindo e ele estava lá, fazendo altos carinhos na cabeça dela. O problema é que a gente já sabe que "two become three" logo, logo. Dá vontade de passar por eles com uma plaquinha: "O amor é lindo, mas usar criancinha para pedir esmola na rua é muito, muito feio. E-viii-te [by Fanta]!! Usem camisinha!".

Por falar em carma e mendigo, me ajudem a tirar o m.d.c. dessa situação: toda vez que uma criança pobrezinha me pede para comprar uma daquelas casquinhas da Mc, entro no maior dilema. Metade de mim quer dar o tal sorvete porque ao contrário do que a classe média pensa, pobre também é gente e deseja coisas. Criança e doce são duas coisas quase inseparáveis. Fico com pena, quero dar o tal sorvete. Por outro lado, sorvete, doce, quando não há boas condições de higiene, produzem cáries. A criança feliz de hoje é séria candidata a banguela amanhã. Isto é, se houver amanhã. Porque ela pode morrer antes de ter tempo de perder os dentes, e então eu estaria diminuindo um pouco da miséria de sua curta existência. Ou simplesmente ela vai perder o dente com ou sem a minha ajuda... Onde fica o meu carma nessa história? Em deixar a pobre pequena pessoa menos frustrada ou em ajudá-la a ter cáries e perder os dentes?... Ah, o carma! Eis o rapa da turma esotérica! "Olha o carma, olha o carma!!! Corre, corre!!!".
Om shanti, om shanti, minha gente!... :D

Outro dia li um capítulo de uma novela de Lombardi, e me surpreendi. O cara é bom. Definitivamente. O mais comum é você ler um roteiro e sentir que o diretor melhorou muito o que estava escrito. Com ele acontece justamente o contrário. Carlos Lombardi nasceu no país errado e está na área errada. Ele deveria ser escritor e não autor de novelas e ter nascido nos EUA! Aposto que seria best-seller.

Finalmente a qualidade da teledramaturgia global está melhorando. Gostei de "Paraíso"! Gosto dessas novelas de Benedito Ruy Barbosa às seis. São ótimas inclusive para atrair um público que corre de novela: o masculino, especialmente o de mais idade. Falar do interior é sempre uma boa idéia. Por mais que o Brasil ande se tornando cada vez mais "metropolitano", muita gente tem o pé no campo. Além do mais, traz à tona um cenário social que causa certa nostalgia no povo dos grandes centros; mostra um recorte do Brasil no qual há solidariedade, simplicidade, devoção, ética, enfim, remete à memória de um mundo mais humano, definido e pacato - ou ao menos não tão "líquido" e exaustivo como o de hoje.
Aliás, finalmente BRB "saiu do armário" e resolveu assinar uma trama exibida no horário. As filhas escreveram "Cabocla"!? Mas será o Benedito!? Quem acredita nisso?!... Gosto de Eriberto Leão, mas sinto falta de Danton Mello [adoooro os irmãos Mello!]. Ele tava uma coisa em "Cabocla" [a minha favorita da sequência de remakes às seis] e em "Sinhá Moça" [prefiro Débora Falabella à Regiane Alves, embora seja fã desta também]! Ele é fofo! Pena que tanto Danton quanto Cléo Pires estejam fazendo figuração de luxo no horário das oito.... Malvino Salvador também está fazendo falta nesse elenco. hehe...

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