domingo, 31 de janeiro de 2010

S(ex)O

Eis um substantivo que, desmembrado, gera dois adjetivos - a depender, nada agradáveis.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Escandalosa sinceridade

Como anda sua capacidade de abstração? Vamos lá, tente imaginar um político há muito tempo no poder, com um comportamento suspeito, que resolve convocar uma entrevista coletiva e abrir o coração. Imaginemos o presidente do Senado nesse papel — uma escolha aleatória, claro. Ele falaria diretamente para a nação e confirmaria que facilitou a vida de parentes e aliados, que acha justo que mordomos e motoristas da sua família ganhem um salário de empresário (pago com dinheiro público), mas que está cansado de varrer tudo isso para baixo do tapete e que se sente totalmente constrangido por ter chegado a essa idade sem ter tomado cuidados com sua reputação.
Vamos imaginar além? Que o presidente da República admita que defende o presidente do Senado só porque precisa do apoio dele nas eleições de 2010. Que em política tudo é troca, tudo é concessão, um limpa a barra do outro, e é isso aí. Imagine essas declarações em rede nacional, ao vivo. Não seria mais bombástico do que as mentiras e enrolações a que tanto estamos acostumados? É do admirável dramaturgo e escritor Domingos Oliveira a frase que me inspirou esta crônica. Diz ele: “A única coisa que ainda escandaliza hoje em dia é a sinceridade.” A sinceridade destrói castelos de areia. É a realidade sem anestesia. Ela não estimula reticências, não teatraliza as relações humanas, não debocha da credulidade alheia, não falsifica impressões. A sinceridade é de vanguarda. É tão soberana que emudece a todos. É tão inesperada que impede retaliações. A sinceridade é o ponto final de qualquer discussão.
Quer deixar alguém perplexo? Fale a verdade.
As pessoas sábias são admiradas quando contam o que sabem, mas impressionam mesmo é quando serenamente confessam: não sei.
O “não sei” é comovente. Os melhores filmes, as melhores peças, os melhores livros tratam da nossa ignorância, não da nossa genialidade.
Através de que elo casais aparentemente incompatíveis mantêm-se unidos? Quem espia de fora adora especular sobre motivos maquiavélicos, mas eu apostaria no oposto da maquiavelice: num mundo tão intoxicado por falsidades, a sinceridade é que tem servido de Cupido.
Eu errei. Eu traí. Eu fiz asneira. Eu me iludi.
Eu sou assim. Extra, extra! À solta alguém que se assume, que perdoa seus próprios tropeços, que não recorre ao Photoshop na hora de expor o caráter.
Escândalo é alguém te olhar nos olhos e admitir com tranquilidade: nunca li Guimarães Rosa, nunca soube entender. Eu já disse “te amo” sem ter certeza. Não tenho confiança nas minhas decisões. Não uso filtro solar.
Dirijo depois de beber alguns cálices de vinho.
Eu fiz um aborto. Estou sofrendo por amor. Fui deixada. Já pensei em suicídio. Já pensei em morar no meio do mato. Me arrependo de ter filhos. Me arrependo de não ter tido filhos.
Casei por dinheiro. Casei por medo da solidão.
Não casei porque não me quiseram. Não perdoo meu pai. Fui injusta com minha mãe. 
Perdi oportunidades. Vacilei com um amigo.
Estou sem paciência com os outros. Quero começar a viver enquanto há tempo. Não tenho talento. Tive sorte. Nunca passei a perna em ninguém. Nunca menti para me safar. Menti demais para não magoar. Nunca fui agradável. Nunca inventei um personagem.
Inventei vários personagens. Não sei direito quem sou. Não sei.
Extra, extra!

(Martha Medeiros. Revista O Globo - 12/07/2009)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A massacrante felicidade dos outros


Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com homens e mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todos com profissão, marido,  esposa , filhos,  saúde, e, ainda assim, trazem dentro deles um não-sei-o-quê perturbador, algo que  os incomoda, mesmo estando tudo bem.
De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia:
"Eu espero acontecimentos! Só que quando anoitece, é festa no outro apartamento."

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e  impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser.

Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho. As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias.

Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.

Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexy, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.
 
Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
 
Paz interior, amigos leais, nossas músicas,  livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia.
Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?  Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa?
Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?
Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.
As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

(Martha Medeiros) 

domingo, 17 de janeiro de 2010

Oriente(-se)

"É preciso disciplina e planejamento no uso das próprias forças. Lute por aquilo que deseja, com justiça e não apenas por amor a vitória. Cuidado com os atalhos. Não olhe para trás, siga o caminho da retidão."


Lema do Kung Fu

Nostalgia

Por que Selena morreu, hein? Tão cheia de vida!...
(E eu, sem dúvida, em outra vida fui mexicana. Só isso explica!...)

Amado

Amadíssimo! E aviso logo que esse post nem de longe tem a ver com Vanessa da Mata! hahahahaha

De doer

Hoje, no final da tarde, naquele edifício redondo da Princesa Isabel, houve um acidente feio. Um adolescente caiu em cima da grade do condomínio e essa perfurou a coxa do rapaz, que ficou preso a ela. O socorro demorou uma hora para chegar, o pai do garoto, coitado, ficou numa agonia só durante a retirada do filho (tiveram que cerrar parte da grade para poder levá-lo). Cena muito feia de testemunhar! De minha parte, só gostei de ver a atuação dos bombeiros. Fiquei viajando em como deve ser a formação de um deles, como deve ser a academia e tal...
Montou-se um circo em volta do prédio - com direito a travesti, inclusive! (risos) Até a TV Record apareceu por lá (nessas horas vejo que, se dependesse deste tipo de "jornalismo" para viver, morreria de fome. Odeio violência, acidente, carnificina!). Mas o que mais me doeu na cena foi o comportamento da vizinha do rapaz. Acredita que a mulher ficou o tempo todo filmando a dor do menino com a câmera do celular?! Pois é, como é possível notar, a sensibilidade está em alta em nossa cidade. (Ah, se eu fosse a mãe do menino! Essa mulher ouviria umas poucas e boas depois!...)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Air Supply


Na semana que se encerrou, entrei numa onda um tanto quanto retrô - ao menos musicalmente. Além de ter ouvido até a exaustão "November Rain" do Gun´s (a abertura no piano e o solo do Slash são shooow!), ouvi muito "Air Supply".
Provando que a Austrália não só produz os melhores machões do cinema, mas algumas das mais talentosas bibas do pop (risos), o Air nasceu em 1975, na terra dos cangurus, formado por Graham Russell e Russell Hitchcock (definitivamente, essa repetição não nega que são almas gêmeas! hahaha). Você com certeza conhece as músicas dessa banda, até porque elas embalaram vários personagens de novelas brasileiras nas décadas de 80 e 90. Eis alguns hits da dupla: "Lonely is the night", "Making Love Out Of Nothing At All", "Without you", "All Out Of Love",  "Even The Nights Are Better", "Every Woman In The World". Eu adoro essa primeira, que inclusive foi tema da personagem de Cássia Kiss em "Barriga de Aluguel" (e é melhor parar meu comentário por aqui, antes que me empolgue e comece a falar da personagem e da novela, a melhor de Glória Perez em minha opinião!).

A dupla fez uma turnê no Brasil no ano passado. Adivinha: não vieram na Bahia, mas foram a Fortaleza (é a treva, realmente!!!). :(

Agora, falando no Russell Hitchcock - que até a invenção do Youtube pensava eu ser uma mulher por causa da voz -, esse cabelinho dele nos anos 70 não me engana: tá na cara que foi inspirado em Barbra Streisand! - resta alguma dúvida de que ele é gay? hahahaha...
Esse loiro tem cara de Gordon. Na boa, ele tem, sim!...

Vozes

Uma voz da qual venho gostando muito é a da Paula Fernandes (foto). Para quem não ligou o nome à pessoa, trata-se da moça que canta "Jeito de Mato", o tema da Santinha e do filho do Diabo em "Paraíso". Ela tem uma voz interessante, encorpada porém feminina. Outro artista interessante é o Vander Lee. Ok, como disse um colega meu que é músico, ele não tem uma boa voz (tão enjoada quanto a de um professor chato de 7ª série). Mas, por outro lado, além de cantar letras agradáveis de se ouvir, ele sabe o que cai bem em sua voz. Eis o segredo do seu sucesso: autopercepção antes de tudo. Outro caso similar é o de Luiza Possi. A voz dela é melhor que a de Vander Lee, mas não é uma voooz (quem possui uma grande voz é Zizi, a mãe dela!), mas a moça sabe reconhecer o que se encaixa em seu timbre. Não deixa de ser um talento.
Não foi o caso de Sandy ao cantar com Caetano o tema da personagem Gabriela. A filha do Xororó é sem dúvida afinadíssima - e numa coisa ela me lembra um pouco Michael Jackson: até falando a voz é de um agudo superafinado -, mas a música não é para o tipo de voz dela. Bola fora. Bola dentro ela deu cantando  "Falando às paredes", originalmente interpretada pela dupla de papai, e "As canções que você fez pra mim" no "Elas cantam Roberto Carlos". Na edição da Globo a apresentação dela ficou ruim, mas a versão que está no Youtube mostra uma performance muito boa - e olha que cantar Robertão não é tarefa tão fácil quanto parece! 


Dança da Chuva

Notícia publicada no UOL...

Chuva atrapalha show de Preta Gil

A cantora Preta Gil passou por uma situação difícil ontem à noite (14/1) durante seu show, “Noite Preta”, na boate The Week, no Rio de Janeiro. A forte chuva que atingiu a cidade alagou a boate e o público teve que deixar a pista. Mas ninguém conseguia ir embora porque do lado de fora a situação era ainda pior, com a água chegando até a altura dos joelhos das pessoas. Os carros também ficaram alagados.

Segundo a assessoria de imprensa de Preta Gil, a cantora ficou assustada e só conseguiu sair da boate por volta de 6h da manhã. Preta não pôde usar seu carro, que estava cheio de água e teve de ir para casa de táxi. No Twitter, ela lamentou: “Consegui sair da The Week agora, muita chuva, ruas alagadas... Meu carro está embaixo d'água (...) muito chato tudo isso!!”.

=> Olha, não querendo ser implicante, mas já sendo, tô achando que Preta fez a dança da chuva antes de iniciar a apresentação. Percebam que não deu pra ninguém sair e a boate ficou cheia até o fim da apresentação (fico entre isso e a tragédia do Haiti!). Perdeu o carro, mas o que é isso diante de uma noite inteira de glória ("é bi, é bi, é bi, é bi...")?! hahahaha...

 

Gracinha

Ohhh! Hebe está com câncer. Não combina, situação estranha para a madrinha da televisão brasileira.
Bom saber que continua com a mesma vivacidade de sempre. Melhoras pra ela!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Defraude

Ontem estava com umas amigas num barzinho do Rio Vermelho, o Portella Café - fomos parar no lugar por acaso, nem sabíamos que existia. Quem encontro? Bruno Galba Moreira, eternamente estigmatizado como o parceiro de Daniel Fiuza no assédio às calouras da Facom! hahaha... Pra queimar mais o filme da pessoa, repasso logo o babado: tá usando aparelho ortodôntico - e agora, com a cara de adolescente que ficou, tá fazendo mais jus ainda ao apelido de Piuí (aquele personagem de "Porks") que ganhou na época do colégio.
Show da noite: banda cover do Oasis (lembrei na hora de Daniel Lisbôa! - sinceramente, muito meia-boca esse gosto rock´n´roll dele, viu! :P). Antes, a banda de abertura, DeGales. Repertório bacana, muito Strokes, Franz Ferdinand, enfim, um som legal. Adivinha quem é o vocalista? Pois é, o "g" de "Gales" é de Galba. Eu mereço!... Se ele tem talento? Até poderia dizer que a voz de Galba dá pro gasto, mas é aquela coisa: cantar rock não é cantar de verdade!... :P

Quem quiser conferir "DeGales", não perca a apresentação dos moços no Groove Bar, na Barra, em 25 de fevereiro!

***
Bonnus track: Galbolino confessou que tinha banda já na época da Facom, mas ficou na moita com medo da língua afiada do povo. Ô Ingrid fez o comentário perfeito sobre a situação: "É, não sofremos bullying na escola, mas passamos por isso na faculdade!". Nadja sempre teve razão! hahaha

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Lealdade

Após mais de 20 anos ouvindo "Montecastelo", do Legião, finalmente atentei para um trecho da música que achei fantástico, ou melhor, muito significativo: "É ter com quem nos mata lealdade" ("... tão contrário a si é o mesmo amor"). Provavelmente essa frase da canção (que na verdade é a versão musicada de um texto antigo) fala da dependência emocional. O lance é que essa mesma moeda tem um outro lado, oposto, muito bonito, diria nobre: a liberdade emocional, que faz um indivíduo continuar leal a um alguém, ainda que este ou esta lhe traga dissabores.
Há casos em que ser leal é quase uma fatalidade, uma atitude semi-involuntária, digamos. Isso acontece muito entre parentes. Nem sempre há grande sentimento entre as criaturas, mas o sangue sempre acaba falando mais alto no frigir dos ovos. Não é uma atitude fácil - por vezes é uma contradição dos fatos, uma incoerência com a história de ambos -, mas, enfim, isto está mais para o instinto que para qualquer outra coisa.
Fico admirada é com a "lealdade escolhida" e proveniente da compreensão e do respeito, ou, em último caso, do amor incondicional. Mas quem tem "altura" para alcançar um grau de altruísmo desses? Conto nos dedos da minha mão direita os casos que conheço...
Por falar em família, ontem mesmo comentava com uma amiga o quão difícil é manter-se respeitoso com as escolhas daqueles que nos são íntimos. Em certas circunstâncias, a depender da temperatura dos acontecimentos e, claro, dos ânimos, rompem-se inclusive os relacionamentos. "Fulano vai ver que eu estava certo!". "Beltrano nunca foi quem eu pensava!". Dramas aparentemente banais como esses pesam muito na alma e é inegável que todos nós lidamos com isso o tempo inteiro. Viver é relacionar-se bem, ou melhor, viver bem é aprender a conviver nesse hospício chamado sociedade e manter-se saudável. Arrisco dizer que nada, nesse planeta, é mais difícil. Estamos aqui quase que exclusivamente só para aprender a superar os desafios do coração.
Como manter-se leal em casos de desapontamento? Não há fórmula universal e cada um que trate de criar a sua até para o seu próprio bem. Viver como um entre tantos que existem no mundo e não o contrário disso ajuda bastante, creio. Tentar a gratidão pode ser um bom recurso. Cuidar-se e assumir que viver é "pessoal e intransferível" (e, portanto, não dá para bancar o Deus nas questões alheias e vice-versa) talvez seja pré-requisito.
A palavra lealdade pode ter dois significados: sinceridade e permanência. A meu ver, tem muito mais a ver com o segundo. (Já reparou que algumas mulheres dizem que o marido "foi infiel mas não desleal"? Parecem a mesma coisa, mas o que elas argumentam faz sentido.)
Nunca esqueci da história do marido bissexual de "Por amor", novela de Manoel Carlos. Rafael esconde o fato há anos da família e quando esta descobre fica arrasada, obviamente, mas continua ao lado dele. Bonito momento de Virgínia, a esposa, que se separa, mas não nega, diante dessa relevante omissão do marido, o homem admirável que ele sempre foi.
O caso é que a relação tinha lastro.
O amor dele nunca foi uma mentira e ela sempre se sentiu cuidada pelo marido, como mulher e como amiga - e nessas coisas não há como blefar: a gente sente quando o outro está ou não está conosco! Mesmo traída, ela teve condições de considerar, apesar da dor que facilmente cega uma pessoa nessa situação, que, se por um lado o ex escondeu um dado importante da intimidade dele, o que viveram juntos, até então, nunca foi uma enganação; não houve má-fé, desrespeito, mas apenas medo de rejeição. Enfim, a lealdade, por anos a fio, de Rafael garantiu que Virgínia quisesse permanecer na vida dele - porque apenas o amor, quase sempre, não basta nessas horas -, apesar de, após descobrir a bissexualidade dele, estar lidando, de certa forma, com uma pessoa desconhecida para ela.

Infelizmente não é assim para todo mundo, até porque muita gente nem sabe o que é essa tal de lealdade e outras gentes, mesmo sabendo, não fazem lá muita questão dela.

Poluição existencial

Provavelmente pegarei pesado neste post, mas, me desculpem as pessoas finas e caridosas, Gretchen me mata! É mais forte que eu, dá licença.
A criatura foi assaltada de madrugada passando de carro com uma amiga na Vasco da Gama. Para "variar", disse que foi agredida pelos bandidos - acusação típica nos enredos gretchenianos. Eu, hein!? Quem bota fé nessas resenhas da eterna rainha do rebolado?!
Só afirmo mesmo uma coisa: esses ladrões certamente não tiveram medo do boi da cara preta na infância. Sim, porque dar de cara com essa pessoa de madrugada e não morrer de susto não é para qualquer um!... hahaha

E os seus cabelos... quanta diferença!


Continuando no terreno da futilidade, adorei o cabelo de Adriana Esteves na nova minissérie. Quer dizer, tá feioso e isso ninguém discute. Gostei foi de ver a minha teoria comprovada - rá-rá! :P
Um cabelo lindo levanta bas-tan-te um visual e faz bonito muito rosto que é, na verdade - como disse o filho de Casemiro Neto uma vez -,"meeiro". Pense numa Ivete Sangalo sem aquele cabelão lindo e liso dela. Imagine-a, por exemplo, com a juba de Daniela Mercury. Neste caso, vai-se, pelo menos, 25% da beleza da cantora. Faça o mesmo exercício pensando em Gisele Bundchen. Got it?
É, dizem barbaridades da Carolina Dieckmann, mas não é todo mundo que tem bala na agulha suficiente para raspar a cabeleira e ainda assim ficar linda.

À moda antiga



Tenho uma amiga que me acusa de ser anti-magreza. Não é verdade. Sou anti-anti-curvas, isso sim. Adriana Lima é um palito, mas a acho linda, por exemplo. Gosto dos corpos como os de antigamente, da aparência saudável, curvilíneos.
Gosto não só dos corpos à antiga, mas das vozes também. Ah, ouça atores mais velhos, como Tarcísio Meira, por exemplo. A dicção é perfeita, a voz tem uma boa impostação. Outraaa coisa!

Come mai

Por que toda música boa de cantar é sempre de um homem falando de uma mulher?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Trash total!

A bizarrice é tamanha, que quase me deu congestão!
Veja o novo produto da Polishop, em parceria com Dr. Rey, e me diga se não é a visão do inferno.

Ê, 2010!...


O ano mal começou e já está "maraaaa"!!!
Pra começar, perdi meus cabelos. Minha mãe foi aparar a cabeleira e, não contente, resolveu "acertar" a minha franja. Só que a pessoa entrou foi com a tesoura cabelo a dentro, fazendo a maior barberagem, no mau sentido (essa não chega mais perto do meu cabelo nunca mais em minha vida!). Fui acertar o desastre no salão e a "profissional", além de não ter consertado nada, ainda levou dois dedos de cumprimento - minha enxaqueca da virada deve ter bem a ver com isso, sabe? Aliás, ô dorzinha miserável é essa! A pior que já senti na vida!... Santa Mônica, irmã de Nandy, foi quem finalmente deu jeito no visual. Pena que já tinha perdido todo o meu cabelo àquela altura. Pô, de cabelo curtinho, confesso que estou me sentindo horrorosa. É incrível como o cabelo mexe com o humor da mulherada. Já vou entrar 2010 treinando o desapego. Que jeito, né?
Como se não bastasse ter que controlar uma crise de enxaqueca à unha durante a virada, tendo, inclusive, pago o mico de, após tomar um remédio pro estômago que dá muito sono, dormir no sofá dos outros (vocês não sabem o que é acordar e perceber que as pessoas da festa estavam te vendo dormir - e provavelmente se divertindo com isso - e ainda dar de cara com a performance do KLB no "Show da Virada" da Globo!), voltei para casa a pé no dia seguinte - Farol da Barra em diante interditado por conta do show de Daniela. Vesti uma blusa decotada no dia anterior e voltei com ela pra casa. Naquela hora vi que Deus escreve certo por linhas tortas. Era o meu anjo-da-guarda me dizendo: "Vai, minha filha, veste essa blusa de piriguete que assim você evita de, na volta para casa, adquirir uma das marcas de sol mais ridículas de sua vida!"
Evitei um vexame, mas logo, logo passei por outro. Cheguei em casa com o corpo fervendo. Não podia entrar no chuveiro de imediato (meu avô paterno morreu assim, portanto pode se tratar de um carma familiar, e não vou ser eu quem vai desafiá-lo). Tirei a roupa e quase atingi o nirvana com o ventinho do ventilador - santa tecnologia! De repente, olho para o lado e vejo uma fresta da cortina aberta, e mais: vejo um velhinho me vendo. (Vida de merda!)Tomo um susto e saio da sala. Fico tentando me lembrar se ele estava com ou sem óculos (no caso de um idoso, isso faz toda a diferença!). Volto, de mansinho, e vejo que ele não está mais lá. Deve ter se assustado com o meu susto. Minha mãe acorda e eu conto a ela o que ocorreu. Essa senhora é de uma compreensão comovente com o meu drama: "Ah, Juliana, faça-me o favor! Esse velho é completamente gagá, ele passa o dia 'discutindo' com o Lula!". É, né... Mas o sbregue de minha mãe me deixou muito melancólica porque me fez refletir sobre uma coisa: estou ficando velha ou, na melhor das hipóteses, menos jovem. A mesma cena, daqui a 10 anos, vai pôr criancinha pra chorar! Me deu vontade de chamar o velhinho de novo na janela e dizer: "Ei, olha só isso, ó!" (risos)
Para fechar com "chave de ouro" a semana, ainda passei mal à beça do estômago, ontem. Tudo por conta de um maldito molho de pimenta que comi pensando ser molho de salada!

Vou pensar positivo: isso é para expurgar logo de cara. Daqui para frente vai ser só alegria!!! :D

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

My favorite canastrón

Fabio Jr. é um canastrão, isso muitos dizem. Mas, para mim, é "o" canastrão (adoooooroooooooo!). Se acha o mais irresistível. E acho que ele deve ter alguma razão; o que mais me impressiona é que seu "mojo" funciona até com quem não gosta da fruta! (risos) Fiquei ainda mais "chocada" neste clip porque ele conseguiu, digamos, cooptar ninguém menos que Adriana Calcanhoto - sempre tão discreta que nunca a imaginaria fazendo cena com o rei da canastrice, vulgo dr. Fabão! (risos)
(Ah! Ainda morro disso!... :P)