domingo, 23 de dezembro de 2007

Inquietos S.A.

Coincidência ou não, estava ontem lembrando de um dos meus inquietos prediletos: Batman (lógico, isso é um apelido, que, a propósito, só os amigos mais jurássicos conhecem, e ele detesta! hehe). Acho que é porque fez dez anos que a gente terminou a escola e me bateu uma nostalgia de um dos mais marcantes "personagens" daqueles tempos.
Quando o conheci, tinha o maior pé atrás com ele. Não era para menos, o seu aspecto era péssimo: ele estava bem gordinho, usava uma bermuda que, diziam, não via sabão há quase um mês, não desgrudava dos óculos escuros bizarros, fumava que nem uma chaminé, e ele tinha um ar de enfezado que, cruzes!, intimidava. Estava a meio caminho de um visual a la João Gordo. Os boatos que corriam sobre ele, assim que começou o ano, eram os piores possíveis - tudo mentira, claro, pois o nosso colégio parecia mesmo uma cidade do interior e a fofoca corria solta. Acho que só não disseram que ela era ex-interno da Febem, que daí seria muita forçação de barra.
Pegávamos o mesmo ônibus - na verdade, ele morava na rua que ficava atrás da minha -, e eu, só pra não ser antipática, apenas sorria mas ficava calada, o que ele devia achar estranho, já que não é segredo pra ninguém que tenha estado comigo por mais de dez minutos que sou uma tagarela. Mas Batman sabia conquistar. Quebrou o gelo na primeira rodada de provas, quando um idiota da 8ª série tava querendo discutir comigo a posse de uma cadeira que, na verdade, fui eu quem buscou. Ele viu, de canto de olho, todo o meu esforço pra carregar a dita cuja
(que era de madeira pura, pesada à beça!) de um andar para o outro, se levantou e deu uns dois berros no imbecil, que, com medo, devolveu-me a cadeira. Queria rir - porque a cara do garoto, há dois minutos tão arrogante, sendo humilhado na frente de todo mundo, era tri-engraçada -, mas me limitei a agradecer e me sentar. Sou uma lady (risos)!... Não preciso dizer que virou um grande amigo - meu e da torcida do Flamengo -; como digo, uma das cinco pessoas que conseguem me arrancar um abraço caloroso em público.
Ele era a tranqüilidade das mães ("Ah, Batman vai!? Então pode ir!"). Não era do tipo mandão, que ficava fiscalizando os passos da gente, mas fazia questão de ter todo mundo reunido junto com ele na hora de ir embora - importante dizer: ele era 3 anos mais velho, daí, também, a moral com a galera. Uma vez, se aborreceu num churrasco e quis ir embora. Ficou magoado com duas amigas que se recusaram a voltar com ele, e encarou o ato como uma deslealdade. Foi embora resmungando que nunca mais sairia com elas, o que caiu por terra na festa seguinte, diante de pedidos com jeitinho.
Batman era muito temperamental, vale dizer. Às vezes isso enchia o saco pra caramba; não fosse um sujeito tão afetuoso e generoso, teria perdido a paciência com ele uma dúzia de vezes. Sim, ele demandava nosso "saco extra", era teimoso como só um típico taurino sabe ser. Pra convencer esse homem a queixar uma colega de sala pela segunda vez, depois de levar um fora, deu um tra-ba-lho!...
(Mas valeu a pena, pois, entre idas e vindas, estão juntos há 12 anos, e ela mesma brinca que não precisará de filhos se já namora Batman! haha) Entretanto, verdade seja dita, tinha um lado muito bacana nessa explosividade dele: se ele achasse errado, ia lá e brigava pelo seu ponto de vista. Enfim, às vezes bancava o mimado, mas de jeito algum era covarde. Gente assim, com sangue correndo nas veias, realmente faz falta!... Ô!...
Era muito inquieto, o rei das idéias que, a vistas largas, se via que não iam dar em nada. O pai era um engenheiro que rodava o mundo e ganhava em dólar - por conta disso, sabia falar inglês e espanhol fluentemente, e seus dois irmãos mais novos eram estrangeiros, nascidos na Venezuela -, mas ninguém desconfiava que era um garoto de classe média alta, e ele adorava se meter com o povão. Desconfio que foi a alegria dos pedreiros da redondeza (risos): com eles já montou uma banda de pagode e um time de futebol que não foram muito longe. Ah, sim, era um músico nato: sabia tocar guitarra, violão e cavaquinho muito bem.
Na última vez que fui a casa dele, em troca de uma conta no UOL, tive que retirar "Hairless Lolitas" (sim, era um site de pedofilia, mas foi coisa do irmão mais novo dele) da página inicial do pc e assistir inteirinha a sua performance do AC/DC, com direito a caras e bocas e solos de guitarra (pois é, "não basta ser amiga, tem que participar"!). Que figura!... Sorte minha que ele resolveu tocar na varanda, que, a propósito, é a melhor varanda das casas que conheço, daquelas de se esparramar no chão com a turma, sem medo de ser feliz ou de levar cotovelada (a casa dele é sensacional; aliás, essa é uma qualidade daquele local ali, o Farol de Itapuã. eu mesma já morei em uma casa que, quando me lembro, dá uma saaaaudaaaade!... mas isso é outra história, que um dia eu conto).

O contraste também batia ponto na sua vida amorosa, que ia fácil do 127v para o 220v. Se estava solteiro, era bagaceira pura, mas se estava namorando, era totalmente comprometido.
Quando o conheci, chamava os meninos da sala para "pegar umas ladronas" na Barroquinha. Houve uma fase em que era assíduo freqüentador da Jungle Night (nunca quis saber direito o que era isso. Deus me defenda!).
Cenas de unhadas nas costas sempre me lembram o Batman daquela época. Um dia ele chegou puto com a "ladrona" da noite anterior, que o havia arranhado todo. "Baixo-astral isso, Juliana, muito baixo nível esse negócio de mulher cravar as unhas nas costas do homem", ficou resmungando uma cara do meu lado, e eu, claro, dando risada à beça dele. Eu pensava, divertida com o contraste: "Como é que pode? Se mete com as mulheres que topam qualquer coisa por R$ 15 e ainda espera classe?! Ou é muito sem noção ou muito idealista!".
Contava que teve a sua primeira vez aos 11 anos, levado pela mão pelo pai, que o deixou uma tarde inteira com uma prostituta chamada alguma coisa Del Fuego - não lembro agora. Saiu desidratado e foi direto para o hospital. Uma vez chegou rindo porque, na tarde anterior, Caio, Sílvio e ele (3 da mesma laia, também vizinhos do Farol) haviam convencido um bobão que morava perto da gente a gastar o cheque que a mãe havia deixado pro supermercado com uma prostituta - não preciso dizer que quem sobrou nessa história foi o pobre do menino.
Ficou a um passo da violência na ocasião de uma brincadeira infeliz de uma vizinha lá do Farol, a irmã "dada" do menino bobão da história anterior. Perguntada sobre onde iria tão bem vestida, a garota respondeu que ia fazer um teste de AIDS. A história se espalhou. Conclusão: os meninos fizeram as contas e se a criatura estivesse falando sério, 70 pessoas estariam infectadas também, entre elas, lógico, Batman. O homem ficou uma arara, disse que ia organizar um grupo para linchá-la, chamou-a dos piores nomes possíveis, e só ficou calmo depois que a verdade veio à tona. (Nunca ri tanto às custas de alguém! hehe)
E quando não gostava de uma pessoa, principalmente mulher, sabia ser perverso. Odiava uma funcionária da secretaria. Quando ela passava, ele dizia baixinho pra gente: "Por tudo que é mais sagrado, juro que essa eu não comeria nem com o auxílio de um litro de 51!". Era uma fala tão espontânea
, embora fosse ultragrosseira, que não dava pra não cair na risada.
Mas era um amor de pessoa. Apesar do visual bad boy, era o rei da criançada e, como ilustrei acima, o irmão mais velho das amigas.
Nunca vou esquecer dele na época em que o pai da namorada morreu. Acho que ela e a irmã caçula só seguraram a barra por causa dele, que deu apoio em tudo. Ele disse pra gente que não sabia como ficaria a situação financeira delas, mas que, se preciso fosse, trabalharia e ajudaria - e eu sabia que não era uma promessa da boca pra fora; ele seria capaz disso mesmo caso tivesse sido necessário. A cunhada, que na época tinha 15 anos e já tinha perdido a mãe dois anos antes, há muito tempo não o considera mais o namorado da irmã: a figura se infiltrou de tal jeito que hoje é tão família dela quanto a própria irmã.
Foi com Batman, também, que percebi
, pela primeira vez, que homem também tem sentimento, quando ele me contou uma história muito sinistra que aconteceu com uma ex-dele (é, porque pra maioria das mulheres, isso é que nem disco voador: há quem diga que existe, mas nunca provaram tal fenômeno).

Batman era a personificação da inquietude; aquele tipo de sujeito que desafia os limites da sua paciência, mas também traz consigo um bom sopro de vida.



DANUZA LEÃO


A paz dos inquietos


Eles vivem em eterna tensão, para o bem ou para o mal; só não podem é ficar parados. Os caminhos que escolhem são sempre os mais difíceis

É A INQUIETAÇÃO; ou você nasce com ela ou não, e se nasceu, vai passar a vida inteira com uma pressão no peito e outra na alma, querendo entender e não entendendo, trocando de casa, de objetivo, de marido e de analista, sem chegar, nunca, a uma conclusão.
Um inquieto não tem sossego: se é pobre, gostaria de ser rico, se é rico, acha que o dinheiro atrapalha e que talvez fosse mais feliz se morasse numa pequena cabana. Se é inverno, ele se lembra com saudades do verão, mas se está debaixo do mais lindo sol, pensa em como seria bom se estivesse em Gramado no inverno, de botas, tomando um chocolate quente. Não é que ele queira sempre o que não tem; apenas não consegue viver o momento presente -não em paz. Ou está lembrando do passado ou pensando em como vai ser bom quando o futuro chegar. É duro fazer parte da tribo dos inquietos.
Com eles não há risco de monotonia; acordam te sufocando com beijos e abraços ou na mais fria das indiferenças, e o pior: sem saber o porquê. No meio do dia podem telefonar como a mais dócil das criaturas, sem conseguir explicar por que foram tão insuportáveis horas antes. Nem explicar, nem entender. É dura a vida dos que vivem perto de um inquieto.
Mesmo quando está tudo bem -o amor perfeito e o trabalho legal, alguma coisa atrapalha: é a tranqüilidade. Como é possível alguém viver em paz e em harmonia com as pessoas e com o mundo? Difícil de responder.
Difícil, a vida dos inquietos, e ninguém imaginaria o quanto essas pessoas tão vitais -porque vitalidade é o que não lhes falta- sofrem, mas que ninguém confunda sofrimento com infelicidade. Nada a ver. Para eles nunca há paz; há momentos de intensa e fugaz felicidade, mas paz, nunca. O grande momento dos inquietos é quando eles começam a planejar uma mudança de vida, seja essa mudança quebrar uma parede, mudar de profissão ou de país.
Eles vivem em eterna tensão, para o bem ou para o mal; só não podem é ficar parados. Os inquietos não se conformam com nada que se pareça com a estabilidade, e por isso os caminhos que escolhem, sejam eles quais forem, são sempre os mais difíceis. Os inquietos não sabem viver sem uma complicação, e a luta para eles é sempre melhor que a vitória.
Eles não compram, jamais, uma casa de campo pronta, mas um terreno; levam dois anos para construí-la e mais dois fazendo o jardim, decorando etc. No dia em que ela fica pronta, as flores crescidas, ele sente um grande vazio -que só se resolve quando encontra um comprador.
É que assim eles passam a maior parte da vida, com algumas pausas para refletir por que são assim e como poderiam se aquietar, para serem mais felizes; para encontrar uma certa paz, talvez -só que não conseguem.
Mas um dia eles compreendem que essas pausas foram tempo perdido e teria sido mais simples se tivessem reconhecido, há muito mais tempo, que com eles não há nada a fazer, e que é impossível mudar.
E é melhor que não saibam nunca: se souberem, terão, de uma certa maneira, encontrado a tal da paz -o que para eles pode ser fatal.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Sabedoria também é perceber o momento de parar de lutar

por Roberto Shinyashiki

Não dá para ganhar sempre! Lembro que, durante minha vida de médico, às vezes via colegas se torturarem pela morte de um paciente que não tinha a mínima chance de viver. Eu admirava a capacidade de luta dessas pessoas, mas sempre achei que temos de aceitar que quem decide sobre nossa vida é Deus.

Minha mãe foi minha melhor professora na arte da superação. Ela foi sempre um exemplo de luta, mas no final da vida me deu uma aula de sabedoria ao aceitar uma perda. Ela teve câncer. E só Deus e os filhos sabem como lutou contra a doença. As metástases se espalhavam por seu corpo, a dor ia tomando conta dos seus dias, mas nem o sofrimento diminuía sua força para lutar. Até que um dia, enquanto eu aplicava mais uma das inúmeras injeções para aliviar sua dor, ela me olhou com serenidade e falou:

— Seja feita a Sua vontade...
— O quê, mãe? Não entendi... — eu disse.

E ela completou:

— Seja feita a Sua vontade, assim na Terra como no céu. Acho que chegou a hora de eu ir para o outro lado. Acho que Ele me quer perto dele. Meu filho, acho que é hora de parar de lutar e aceitar a minha morte...

Para mim, foi impossível aceitar a morte de minha mãe e comecei a chorar muito. A gente se abraçou forte, enquanto as lágrimas escorriam dos meus olhos. Enxugando meu rosto, ela me disse: “Filho, fique tranqüilo. Eu prometo que vou continuar cuidando de vocês...”

Depois desse momento, ela começou a se preparar e a nós, da família, para sua passagem. Tenho certeza de que continua cuidando de mim e dos meus irmãos, mas demorou muito tempo para eu entender isso.

Durante toda a sua vida, minha mãe sempre me ensinou a lutar intensamente para realizar um sonho, mas, no final, foi ela também que me fez entender que há um momento em que devemos nos entregar e dizer: “Seja feita a Sua vontade, assim na Terra como no céu...”

A partir desse momento, aceitamos que existe uma lógica no universo acima da nossa compreensão. Aceitamos que é melhor deixar o incêndio queimar até o último móvel para então começarmos a construção de uma nova casa.

Afinal, sabedoria também é compreender qual é o momento de parar de lutar como um leão e aceitar a perda. Nesse instante, parece que a mente silencia e o coração se aquieta. Uma sensação de vazio toma conta da gente. E é exatamente esse vazio que você vai preencher com amor. Aceitar os momentos de perda vai ser fundamental para você se preparar para os novos desafios de sua vida.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Interview with the Vamp

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Cérebro masculino

Ok, aquilo foi medíocre, mas esse vai ser melhor!
O primeiro falou de como reconhecer sinais de uma possível roubada; o segundo, ele mostra as diferenças cerebrais; o terceiro é um olhar diferente sobre a guerra dos sexos (é o Pearl Harbor dessa trilogia. aguardem!).

Cacau, sua amiga, Dri Galisteu, está na capa de Nova, viu. Ela disse que desencalhar ou não desencalhar já não é mais a questão (minha irmã, quando souber, vai ficar inconsolável)! Ohhh!
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Giovana Lombardi

Nós comandamos empresas; eles pilotam o fogão com talento. Puxamos ferro na academia; eles usam hidratante. Segundo cientistas, a mente feminina é 99% igual à masculina! Mas esse 1% restante, responsável pelas diferenças entre o nosso jeito de ser e o deles, é o que mais nos interessa. Afinal, pode ser fonte tanto de alegrias como de mal-entendidos que ajudam nos desencontros. “Homens e mulheres têm atitudes opostas ao se comunicar e expressar carinho”, confirma a psiquiatra e neurocientista Mona Lisa Schulz. E é preciso saber como funciona o cérebro masculino, em comparação ao nosso, para entender por que dizem que eles são de Marte e nós, de Vênus.

MULHERES guardam detalhes de um encontro
HOMENS não se lembram de quase nada
Responda rápido: como foi o primeiro jantar com aquele gato da praia? Provavelmente, você vai descrever o programa do nome do vinho à cor da camiseta que ele usou. Agora, o bonitão... Se ele conseguir dizer o mês do encontro, já é uma grande coisa. Isso porque mulheres têm memória mais apurada para detalhes emocionais.“Há uma região no cérebro, chamada amígdala, que atua como um gatilho emocional. E ela é mais facilmente ativada por experiências afetivas”, explica a especialista em neurobiologia Louann Brizendine, autora de The Female Brain (O cérebro feminino). “Durante uma situação que mexe com os sentimentos, a amígdala registra os detalhes que serão arquivados na área da memória tardia”, fala a dra. Louann. Nos homens, o registro também acontece, mas não fica tão bem arquivado. Talvez você pergunte: se ele não guarda aniversários, como consegue dizer a escalação do time de futebol do campeonato de anos atrás? A mente masculina é um computador potente para registrar fatos, imagens e competição. “Homens usam melhor a parte esquerda do cérebro, que faz com que se recorde de informações simples e objetivas”, explica Mona Lisa.

MULHERES pensam em sexo uma vez por dia
HOMENS pensam em sexo a todo momento
Durante o papo com aquele paquera, ele insiste em mirar os seus seios em vez de manter o olho-no-olho. Grosseiro? Não necessariamente. A atitude dele é instintiva. De acordo com a dra. Louann, 85% dos homens entre 20 e 30 anos estão sintonizados naquilo a todo momento. Comparando, cenas mais excitantes surgem na mente feminina uma vez por dia. “Eles têm duas vezes mais lugar no cérebro para sentimentos sexuais”, fala o neurocientista clínico Daniel G. Amen, autor de Sex on the Brain (Sexo na cabeça). E contam com de dez a 100 vezes mais testosterona, hormônio que abastece a libido.

MULHERES traem para manter a conexão
HOMENS traem pelo tesão
Em relação à moral, ambos têm a mesma formação mental: há um sistema límbico, responsável pelo impulso sexual e emocional, e um lóbulo frontal, que coloca um freio em nossos desejos. Só que a testosterona faz com que os homens sejam mais impulsivos e deixem de considerar as conseqüências de uma pulada de cerca. Outro fator que os instiga a cometer o pior dos pecados: “A mente masculina é menos ativa, enquanto mulheres pensam constantemente. Por isso, eles estão sempre à procura de sensações excitantes”, fala o dr. Amen. Será que a ciência também explica o desejo feminino de trair? Saímos da linha quando sentimos que a ligação com o namorado foi quebrada. Quem dá esse alerta é a oxitocina, o hormônio da conexão, presente em grande quantidade em nosso organismo.

MULHERES percebem logo se alguém está triste
HOMENS não captam a tristeza facilmente
Homens perguntam "O que está errado, querida?” com a mesma freqüência que reparam em nosso novo corte de cabelo. Ou seja, raramente. E, por incrível que pareça, não fazem isso por descaso. Simplesmente não são bons na arte de perceber quando alguém está abalado emocionalmente. Nós, mulheres, somos melhores em ler sinais, expressões faciais e a linguagem corporal por duas grandes razões. A número 1: a área do cérebro que aciona o sexto sentido é maior e mais ativa na gente. E ainda contamos com neurônios-espelho. “O trabalho deles é refletir gestos, posturas corporais e expressões faciais dos outros inconscientemente”, explica a dra. Louann. Graças a eles nos colocarmos no lugar dos outros com facilidade. E o que fazer para que um homem perceba nossa mágoa? Pode parecer dramático, mas o jeito é chorar. Aliás, cientistas acreditam que as mulheres desenvolveram o hábito de se debulhar em lágrimas por ser o único sinal de tristeza que chama a atenção deles.
MULHERES têm olfato muito apurado
HOMENS não distinguem aromas tão bem
Ok, você não é tão forte quanto aquele gato da academia, mas seus instintos... Dão de 10 a zero nos dele. A vantagem fica maior quando falamos do olfato, sentido ligado às emoções, à memória e ao sexo. A sensibilidade do nariz, aliás, fica ainda mais aguçada nos dias que antecedem a ovulação. Nesse período, você identifica melhor cheiros — principalmente o do feromônio, hormônio liberado pelo homem ao transpirar. “A substância aumenta o desejo sexual da mulher justo quando ela está mais propensa a engravidar”, ressalta o dr. Amen. Há quem garanta que esse nosso talento para farejar venha do tempo das cavernas. “Os odores ajudaram as mulheres na sobrevivência, alertando dos perigos”, explica o psicólogo Allan Pease, autor de Why Men Don’t Listen and Women Can’t Read Maps (Por que homens não ouvem e mulheres não conseguem ler mapas). Vai ver que é por ter esse sentido menos desenvolvido que alguns integrantes da ala masculina exagerem no perfume, concorda?

MULHERES percebem quando a relação vai mal
HOMENS demoram para perceber algo errado
A mesma atividade cerebral que avisa quando alguém engana você também alerta se há problemas no relacionamento. É como se uma sirene tocasse toda vez que ele usa um tom de voz suspeito, desconversa, não consegue olhar nos seus olhos... Nesse momento, acontece uma descarga de reações hormonais negativas sinalizando que “há algo errado”. “Talvez seja por isso que 75% dos divórcios são pedidos pelas mulheres”, arrisca o dr. Amen. Mesmo quando a ficha cai, eles insistem em achar uma maneira de consertar o que não vai bem. “A ala masculina, dirigida pela área esquerda do cérebro, é mais otimista. Já a feminina pensa em termos emocionais e é mais complexa”, continua o neurocientista.

MULHERES enxergam problemas onde não existem
HOMENS ficam menos aflitos e ansiosos
De fato, temos maior propensão a ficar tensas do que eles por um motivo simples: somos geneticamente programadas para isso. O cérebro feminino foi feito para antecipar e identificar perigos a fim de que a mãe possa defender seu bebê. “Por isso, o centro das preocupações é maior e facilmente ativado nas mulheres”, explica a dra. Louann. Em alguns casos, porém, o medo de as coisas darem errado pode atrapalhar. Quando, por exemplo, ficamos ansiosas e prontas para rodar a baiana só porque ele não ligou em 24 horas ou disse que ia à happy hour com os amigos. Para completar, sentimos mais dificuldade que os homens para combater nossas aflições. Isso explica por que eles são mais corajosos que a gente.

MULHERES percebem logo que estão perdidas
HOMENS não se dão conta de que estão perdidos
Não há nada mais irritante do que um homem que dirige sem pedir informações. E até esse mau hábito pode ser explicado: como eles têm menos acesso ao hemisfério direito (emocional) do cérebro, que dá a habilidade de olhar o todo, demoram mais tempo para descobrir que erraram o caminho. Além disso, o instinto para resolver problemas faz com que se mantenham firmes ao mapa em vez de admitir que precisam de orientação. Outra razão, para alguns especialistas, é o fato de não acontecer freqüentemente, graças ao senso de direção deles. Pesquisas indicam que foram premiados com uma noção de espaço mais apurada que a nossa.
MULHERES sofrem depois de levar um fora
HOMENS não são bons em fazer drama
Após o fim do namoro, a maioria das mulheres fica arrasada. Chora, perde a concentração no trabalho, larga a academia... Os homens, por sua vez, tocam a vida normalmente, mesmo que seu coração esteja destroçado. Nós nos desmanchamos em situações tristes como essa porque liberamos mais oxitocina (hormônio ligado à capacidade de estabelecer vínculos, lembra?). “Um rompimento faz com que as químicas do bem-estar — dopamina, serotonina e oxitocina — despenquem”, diz a dra. Louann. Se há algum tipo de consolo, os machões se também abalam quando levam um fora... apenas não tanto quanto a gente. É que até nessa situação o lado emocional do cérebro deles perde para o racional.

O corpo dele fala

Gentem*, não estranhe os textos sobre os macho men que vocês verão, a partir de hoje, neste blog. É que se falar de Alosa foi a minha cruzada pessoal em 2007, salvar uma grande amiga de uma vida de devassidão, encontros fortuitos e gratuitos, caronas de motoqueiros, assédio nipônico, saídas com as primas e aulas de pole dance é a minha promessa de campanha para 2008. E tenho dito!
Meu empenho é tamanho que não hesitei nem em me adentrar no mundo cama-mesa-cama de Nova Cosmopolitan (argh!)para restaurar a fé dessa alma desgarrada no sexo oposto.

Vamos lá, vamos lá, que, como dizia o outro, o tempo ruge e a Sapucaí é grande!

* by Cissa Guimarães

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Texto: Luana Leme

Você sabe que há alguma coisa errada com ele, mas não faz idéia do que seja. É desesperador. "Como são encorajados a parecer durões, aprendem a guardar as emoções para si mesmos", diz o psicólogo Alon Gratch em A Essência do Amor(Campus). Felizmente, há um jeito de descobrir o que está consumindo seu homem: lendo as mensagens silenciosas que o corpo dele passa. "Quando um sujeito reprime um sentimento, a tendência é ele se revelar no rosto, nas mãos, nos pés e até na temperatura do corpo", explica o especialista em relacionamentos Kevin Hogan em A Psicologia da Persuasão (Record). Aqui estão algumas pistas para decifrar as mais íntimas emoções do seu amado e sugestões de como lidar com elas.

Atitude suspeita 1 Ele tem uma confissão a fazer
As pistas Ele se inclina para a frente, ombros caídos, olhando para um ponto qualquer acima da sua cabeça. "Notei essa atitude muitas vezes quando um suspeito estava a ponto de fazer uma confissão importante", garante Stan Walters, psicólogo que trabalha para a polícia americana. "Ao se inclinar para a frente e olhar para cima como se rezasse, ele assume uma postura submissa de quem pede perdão." Mas não imagine logo que vem chumbo grosso. Ele pode estar apenas pensando em lhe fazer um pedido.
Estratégia para lidar com ele Num tom despreocupado, fale algo no gênero "Parece que você tem uma coisa para me dizer". E cale a boca. Na tentativa de arrancar informações de um homem, as mulheres costumam fazer perguntas e/ou tentar adivinhar o assunto, o que é um erro, pois tira dele a chance de se abrir. Se a grande revelação é que precisa viajar bem no dia do seu aniversário, provavelmente não fará rodeios. Mas, quanto mais demorar para contar, maior a possibilidade de você se aborrecer com a novidade. Portanto, prepare-se e tente não entrar em pânico. Assim será mais fácil lidar com o problema.

Atitude suspeita 2 Ele está inseguro
As pistas Coloca as mãos embaixo das pernas, como se estivesse sentado sobre elas. "As pessoas costumam gesticular quando se expressam sem reservas", lembra Hogan. "Portanto, se um sujeito faz o oposto, prendendo as mãos, é sinal de que está tentando se controlar para não falar o que não deve." É uma atitude infantil que adotamos sem perceber, como explica Jo-Ellan Dimitrius, que atuou como consultora em mais de 600 julgamentos. Mãos nos bolsos, embaixo da mesa ou debaixo dos braços cruzados podem indicar o mesmo tipo de insegurança ou preocupação em desagradá-la.
Estratégia para lidar com ele Cubra o rapaz de elogios. Outra sacada é usar a sua linguagem corporal. Tipo: adote uma postura aberta, sentando-se com o braço esticado no encosto da poltrona. Ao captar a mensagem de que você está relaxada, ele se sentirá mais confiante.

Atitude suspeita 3 Ele está uma fera
As pistas Punhos e maxilar cerrados, olhar distante. Como a raiva é difícil de esconder, seu homem evitará contato visual - sabe que, se seus olhares se cruzarem, você perceberá que está fervendo de ódio. Punho fechado e maxilar rígido também são indícios inconscientes de um humor de cão.
Estratégia para lidar com ele A maioria dos homens tem verdadeira fobia de um confronto com as mulheres - preferem engolir a raiva a brigar ou mesmo falar. Ficar cheia de dedos diante da irritação dele só servirá para confirmar que é melhor mesmo não abrir a boca. Para saber se a coisa é com você ou não, olhe nos olhos dele. Se desviar a vista, pode apostar que é o objeto da ira. Nesse caso, seja direta: "Já percebi que está zangado; então, por que não diz logo qual é o problema?" Isso mostra que se importa com ele e com a relação o suficiente para encarar qualquer dificuldade. Já se estiver furioso com outra pessoa, diga que vai se sentir muito melhor se botar a raiva para fora e lembre a última vez que você explodiu.

Atitude suspeita 4 Ele está estressadíssimo
As pistas Não pára de mexer no cabelo ou passar as mãos na cabeça. "Brincar com o cabelo alivia a tensão", explica Walters. "Ele está tentando manter o controle, mas precisa descarregar o nervosismo; por isso, leva as mãos à cabeça." Ficar mexendo na roupa (rodando um botão da camisa ou o relógio, por exemplo), dobrando e desdobrando um guardanapo, arrancando o rótulo da garrafa de cerveja, tudo isso sugere a mesma coisa: está uma pilha de nervos. E, quanto mais estressado, mais freqüentes serão os "sintomas". Também pode balançar as pernas ou tamborilar com os dedos na mesa.
Estratégia para lidar com ele Tente trazê-lo de volta à vida real. "Ficar obcecado por um problema impede que veja a situação com clareza", alerta a dra. Susan Campbell em Getting Real (Caindo na real). Sugere darem um passeio a pé ou de bicicleta, ou mesmo irem ao cinema. O importante é afastá-lo de seja o que for que o deixa ansioso. Quando relaxar, é bem provável que converse com você sobre o assunto.

Atitude suspeita 5 Ele está mentindo
As pistas Cobre a boca com a mão, coça o nariz e as orelhas. Se seu homem faz isso, abra o olho. "Quando um sujeito está enganando você, é comum o sangue fluir para o rosto", explica Hogan. "Nariz e orelhas ficam quentes e começam a coçar." E, se esconde os lábios, é sinal de que está tentando omitir a verdade. Outros indícios: a voz fica mais aguda ou grave e ele tropeça nas palavras. Pode ainda ficar com a boca seca e passar a língua nos lábios a toda hora, além de desviar o olhar para os lados e para baixo.
Estratégia para lidar com ele Como saber se é uma mentirinha à toa ou uma das grandes? Geralmente, gestos sutis, como um rápido puxar de orelha, significam que não há grande motivo para preocupação. Mas aquele tipo de mentira que os homens contam e que têm a ver com o relacionamento provocam mais desconforto, coceira e rubor. A melhor política nesse caso é não fazer acusações. Diga calmamente: "Pode ser honesto comigo". Mesmo que não seja verdade, é importante que ele entenda que não está magoada nem zangada. Se ainda assim o mentiroso não falar, fique alerta para outras pistas porque alguma coisa ele está escondendo.

Atitude suspeita 6 Ele está cansado de você
As pistas Não pára de olhar para os lados e evita contato físico. "Se ele olha em todas as direções, menos na sua, é porque está com o pensamento em outro lugar, provavelmente em outra mulher", explica Hogan. Sentar-se afastado, com a cabeça e o tronco inclinados para trás, também é um indício de que gostaria de estar longe. Assim como só responder às suas perguntas com um mínimo de palavras e não fazer o menor esforço para puxar ou manter uma conversa.
Estratégia para lidar com ele Percebendo que não está nem aí para o que você diz, pare de falar; dê a ele 30 ou 40 segundos para se tocar. Ou desvie a atenção para outra coisa e ignore-o. Provavelmente, estranhará sua atitude e dirá alguma coisa. Se não disser, considere a possibilidade de que essa relação não irá a lugar nenhum - esse homem não está dando tudo que você merece. Mas, como a linguagem do corpo não é uma ciência exata, melhor procurar outros indícios de desinteresse antes de mandá-lo passear.
"A maioria das pessoas pisca de oito a 12 vezes por minuto, mas quando está mentindo pisca duas vezes mais."Kevin Hhogan, em A Psicologia da Persuasão" 55% das informações que você consegue sobre seu homem vêm de contato visual e linguagem corporal; 38% do tom da voz dele. Apenas 7% do que ele diz." Dr. Albert Mehrabian, em Silent Messages (Mensagens Silenciosas)

Lendo lábios
Sinais gritantes de que ele está enganando você.
1. Se ele diz "Com certeza", "Sinceramente", "Para falar a verdade"... está apenas usando clichês para dar credibilidade a uma mentira deslavada.2. Se responde a uma pergunta sua com outra pergunta, está tentando ganhar tempo para encontrar uma boa desculpa.3. Se exagera ao negar alguma coisa - "Eu? De jeito nenhum! Nunca! Mas nem pensar, juro!" -, provavelmente está mentindo. Se fosse verdade, teria confiança e consciência tranqüila para negar só uma vez. Fonte: Dr. Stan Walters

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Mais um

Pois é, eis mais um membro do "quadrado mágico" de Claudinho ocupando o cyberespaço do Terra Magazine: André Setaro. Bela aquisição para o jornalismo cultural paulista!
Mas estou superdecepcionada com a Companheira. Cadê você, que ainda não foi beijar a mão do mais novo Dom Corleone do jornalismo on-line?! Camarada, ai, ai, ai!... Vamos tratar de cuidar da invasão desse latifúndio, aê!...